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Temporada OAM

Europa Cosmopolita

Academia Almadense
sex 11 jun. 18:00

Tudo começa com a abertura de uma ópera, L’Italiana in Algeri de G. Rossini, de 1813. Conta-se aí a história de Isabella, uma italiana que, tendo a beleza como sua principal arma, se aventurou na Argélia para tentar libertar o seu amado da condição de prisioneiro. A introdução orquestral é magnificente, plena de energia, drama e bom humor. Depois disso, avançamos até ao início do século XX, com outro compositor italiano e ainda com atenção ao passado. Em 1917, O. Respighi baseou-se em quatro peças para alaúde de finais do século XVI para reconfigurar sonoridades antigas «à luz» dos novos tempos, com orquestrações exuberantes. Ouvimos a primeira das três suítes que compôs com o mesmo título. Por sua vez, I. Stravinsky fez estrear em 1921, em Londres, Sinfonias para Instrumentos de Sopro. É uma obra intrigante. Intitula-se «sinfonias», mas consiste numa única peça, com cerca de dez minutos de duração e sem cordas. É dedicada a Claude Debussy, que havia falecido três anos antes. Em 1908, o próprio Debussy havia dirigido La Mer naquela mesma sala, a Queen’s Hall, entretanto destruída pelos bombardeamentos nazis. Ouvimos aqui, porém, a Petite Suite do músico francês, estreada na versão para piano a quatro mãos, em 1889, e adaptada para pequena orquestra vinte anos mais tarde.

 

Europa Cosmopolita
Orquestra Académica Metropolitana
[Comentado por Rui Campos Leitão]

G. Rossini Abertura da ópera L’Italiana in Algeri
O. Respighi Árias e Danças Antigas para Alaúde, Suíte N.º 1
I. Stravinsky Sinfonias para Instrumentos de Sopro
C. Debussy Petite Suite (arr. para orquestra de Henri Büsser)

Jean-Marc Burfin e/ou Alunos do Curso de Direção de Orquestra da ANSO maestro

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