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Monumento a Bruckner colocado no Parque da Cidade de Viena | Fonte: Wikimedia Commons

05/12/2021

Uma Oração Arrebatadora

Música e Espiritualidade – esta é uma combinação antiga na História da Humanidade. Seja por genuína devoção ou por reverência formal, a música sempre foi um meio privilegiado na relação com a transcendência divina. Católico fervoroso, Anton Bruckner entendia assim a criação artística, de tal maneira que a fé trespassava no seu trabalho, como na vida. Dedicou a sua derradeira sinfonia «Ao Bom Senhor». Por tudo isto, e ainda que não a tenha concluído, torna-se inevitável buscarmos na grandiosidade desta obra o recato da oração.

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César Franck | Fotografia de Pierre Petit | Fonte: Wikimedia Commons

12/10/2021

Uma Sinfonia Francesa

Quando se fala de Sinfonia, os primeiros nomes que nos ocorrem pertencem a compositores alemães e austríacos (tais como Beethoven, Brahms, Bruckner ou Mahler), e não franceses. Com efeito, no século XIX, a música orquestral sinfónica não era igualmente apreciada em França. Ainda assim, houve exceções notáveis, tais como a «Sinfonia Fantástica» de Hector Berlioz ou a Sinfonia em Ré Menor de César Franck.

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Aaron Copland | Foto de Victor Kraft ^Fonte: Wikimedia Commons

12/10/2021

Quiet City

«Quiet City» é uma curta peça musical para trompete, corne inglês e orquestra de cordas. Reúne excertos originalmente compostos para um espetáculo teatral homónimo que subiu à cena em 1939, em Nova Iorque. O enredo desenvolvia-se em torno dos dilemas existenciais de um homem de negócios que havia renegado o idealismo da juventude e a aspiração de ser poeta. A música de Copland «retrata» a mundividência desta personagem e oferece cenário para uma recriação bucólica da cidade.

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A violinista Arányi Jelly em 1923 | Fonte: Wikimedia Commons

10/10/2021

Tzigane

«Tzigane» é uma rapsódia concertante que foi estreada em abril de 1924 em Londres, na versão original para violino e piano. A adaptação para violino e orquestra, realizada pelo próprio compositor, Maurice Ravel, seria apresentada em Paris poucos meses mais tarde. Em ambas as ocasiões, a parte de violino foi interpretada pela violinista húngara Jelly d’Aranyi, sobrinha-neta de Joseph Joachim, o célebre violinista e colaborador de Brahms.

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Maria Teresa de Bourbon em 1790 / Pintura de Elisabeth Louise Vigée-LeBrun (1755–1842) / Fonte: Wikimedia Commons

10/10/2021

Septeto de Beethoven

No final de 1799, Ludwig van Beethoven dedicou um Septeto a Maria Teresa de Bourbon, Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano-Germânico. A monarca tinha uma enigmática predileção por música com sete instrumentos, e isso foi certamente tido em atenção. Composta em pleno período de guerras napoleónicas, a obra foi estreada lado a lado com a 1.ª Sinfonia, numa altura em que o músico se dava a conhecer ao mundo.

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Piotr Ilitch Tchaikovsky cerca de 1880/1886 | Fonte: Wikimedia Commons

09/10/2021

A Serenata de Tchaikovsky

A Serenata para Cordas Op. 48 de Tchaikovsky é presença frequente nas programações das salas de concerto nos nossos dias. O segundo andamento, uma valsa, será talvez uma das peças mais conhecidas do compositor russo. Mas os restantes três pouco lhe ficam atrás, em particular no que respeita à beleza melódica e à mais genuína expressividade.

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Erwin Schulhoff e a bailarina Milča Mayerová cerca de 1931 | Fonte: Wikipmedia Commons

08/10/2021

A Radiofrequência de Schulhoff

No Concerto para Quarteto de Cordas e Orquestra de Sopros de Erwin Schulhoff convergem influências tão díspares como o Jazz, a música tradicional eslava, as vanguardas europeias dos anos 1920 e uma consciência histórica que remonta a dispositivos instrumentais do período barroco. Entre muitos outros aspetos, surpreende por inverter a proporção expectável do número relativo de instrumentistas de cordas e sopros. Foi composta em 1930 para ser difundida pela Rádio Checa.

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Franz Schubert com cerca de 17 anos | Pintura de Josef Abel (1764–1818) | Fonte: Wikimedia Commons

27/09/2021

A Primeira Sinfonia

As primeiras seis sinfonias de Schubert foram moldadas nos estilos das principais referências da época: Haydn, Mozart, Beethoven e Rossini. Tomando a primeira sinfonia como exemplo, é-nos possível reconhecer traços melódicos e encadeamentos harmónicos explicitamente emprestados desses compositores.

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Bohuslav Martinů em 1943 | Fonte: Wikimedia Commons

27/09/2021

Um Concerto Olímpico

A par dos concertos de Richard Strauss, Elliott Carter e Vaughan Williams, o Concerto para Oboé de Bohuslav Martinů é uma referência fundamental do repertório do último século para este instrumento. Datado de 1955, destinou-se originalmente ao oboísta Jiří Tancibudek, também de nacionalidade checa mas naturalizado australiano. Foi estreado no ano seguinte, no contexto alargado dos Jogos Olímpicos de Melbourne. O nível de exigência técnica e expressiva que se pede ao solista combina bem com essa ocasião.

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27/09/2021

Concerto Brandeburguês N.º 5

O Concerto Brandeburguês N.º 3 é o mais popular, mas o N.º 5 será, porventura, o mais inovador dos seis célebres concertos que J. S. Bach escreveu para o Marquês de Brandeburgo. Muitos consideram tratar-se do primeiro concerto para Cravo e Orquestra existente, tal é o protagonismo confiado àquele instrumento.

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Retrato do Marquês de Brandeburgo em 1705 | Pinrtura de Friedrich Wilhelm Weidemann | Fonte: Wikimedia Commons

26/09/2021

Os Concertos Brandeburgueses

Os Concertos Brandeburgueses são uma coleção de seis peças instrumentais que Johann Sebastian Bach dedicou em 1721 ao Marquês de Brandeburgo. Na sua variedade, são sucessivas demonstrações de destreza técnica e artística assinadas por um compositor «enorme».

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Franz Schubert com cerca de 17 anos | Pintura de Josef Abel (1764–1818) | Fonte: Wikimedia Commons

25/09/2021

A Pequena Sinfonia em Dó Maior

No manuscrito autógrafo da Sinfonia N.º 6 de Franz Schubert lê-se a inscrição «Grande Sinfonia em Dó Maior». Talvez o compositor quisesse sublinhar a sua aproximação ao «grande estilo» romântico, ou assinalar um aparato orquestral maior do que o da sinfonia anterior, a N.º 5, ao qual acrescentou tímpanos, trompetes e clarinetes. Quis o destino que ficasse conhecida por «A Pequena», para não se confundir com uma outra sinfonia em Dó Maior que completaria uma década mais tarde, «A Grande» – esta sim, com quase uma hora de duração.

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