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Música na Academia

MÚSICA NA ACADEMIA


O Salão Nobre da Academia das Ciências é um dos tesouros mais discretos da cidade de Lisboa. Para lá do espólio da biblioteca do antigo Convento Franciscano de Jesus, guarda obras valiosas de teor científico e documentos que ajudam a compreender a História de Portugal desde o século XIV em diante. A encimar as estantes, ostenta um teto com esplendorosos frescos do pintor setecentista Pedro Alexandrino de Carvalho onde se reflete uma acústica de excelência para a partilha musical. Estas são razões de sobra para a Orquestra Metropolitana de Lisboa regressar a este espaço neste mês de julho, com três programas em que interpretará obras de Haydn, Schumann, Schubert, Rossini, Mendelssohn, Hummel e Joly Braga Santos.

Academia das Ciências: 18€ | Assinatura: 45€


Música na Academia I
De Londres a Düsseldorf

Aos vinte anos de idade, em 1830, Robert Schumann viu uma lesão afetar-lhe a mobilidade dos dedos indicador e médio da mão direita. Caia assim por terra uma prometedora carreira de pianista, mas abria-se caminho para a revelação de um dos maiores compositores de sempre… e também para um profundo conhecedor do violoncelo. Foi então que o músico iniciou a aprendizagem deste instrumento, ainda que sem pretensões de se tornar profissional. O Concerto para Violoncelo foi composto duas décadas mais tarde e logo se tornou numa das peças de repertório preferidas dos violoncelistas. É aqui interpretado por Irene Lima, um nome que dispensa apresentações entre nós. O programa completa-se com duas sinfonias de Joseph Haydn, a terceira e a última das doze Sinfonias de Londres.

De Londres a Düsseldorf
Música na Academia (I)
Orquestra Metropolitana de Lisboa

Sexta-feira, 2 de julho, 19h00, Academia das Ciências de LisboaCOMPRAR

J. Haydn Sinfonia N.º 95
R. Schumann Concerto para Violoncelo, Op. 129
J. Haydn Sinfonia N.º 104, Londres

Irene Lima violoncelo
Pedro Amaral maestro


Música na Academia II
Viaggio in Italia

Este programa leva-nos de viagem pelo imaginário dos reinos italianos oitocentistas. Abre, precisamente, «ao estilo italiano», porém com música de um compositor austríaco! Trata-se de uma curta peça orquestral composta em 1817, altura em que as óperas de Gioachino Rossini seduziam Viena, numa vaga de popularidade sem precedentes. Com humor, Franz Schubert cita uma melodia da ópera Tancredi do compositor italiano, «Di tanti palpiti». Depois sim, do verdadeiro Rossini, seguem-se duas peças que mostram como os doces encantos da sua música se moldavam nos palcos líricos. Uma das melodias que se ouve nesta sinfonia, composta aos dezasseis anos de idade em Bolonha, floresceria quatro anos mais tarde na abertura da ópera L’inganno felice. Em sentido inverso, a melodia da ária «Oh! quante lacrime finor versai», que se ouve no 1.º ato de La donna del lago, é recuperada como tema principal de uma partitura lapidar do repertório para clarinete. Por fim, apresenta-se uma das composições mais célebres de Felix Mendelssohn. Na Sinfonia Italiana, de 1831, ouve-se o «céu azul» de Nápoles, a florescência da primavera, vigorosas tarantelas…

Viaggio in Italia
Música na Academia (II)
Orquestra Metropolitana de Lisboa

Sexta-feira, 9 de julho, 19h00, Academia das Ciências de Lisboa – COMPRAR

F. Schubert Abertura ao Estilo Italiano, D. 590
G. Rossini Introdução, Tema e Variações, para Clarinete e Orquestra
F. Mendelssohn Sinfonia N.º 4, Op. 90, Italiana

Jorge Camacho clarinete
Martim Sousa Tavares maestro


Música na Academia III
Deambulações Musicais

Um dos recursos mais tentadores de que os compositores dispõem para prender a atenção dos ouvintes é a citação de sonoridades que sejam familiares. Todas as sociedades se caracterizam por impressões auditivas que lhes são próprias. Quando enquadradas das partituras musicais, estas convidam-nos subtilmente a viajar até esses «lugares». Ainda que chegadas de outros tempos, as três obras deste programa despertam-nos essa vontade. Johann Nepomuk Hummel foi o músico que substituiu Joseph Haydn como Mestre de Capela na corte dos Esterházy. Quer na Fantasia para Viola d’Arco quer no Concerto para Trompete fez alusões explícitas a óperas que já eram populares no início do século XIX, tais como «Don Giovanni» de Mozart, no primeiro caso, ou «Les deux journées» de Cherubini, no segundo. Pelo meio, e transportados até 1960, o Divertimento N.º 1 de Joly Braga Santos leva-nos a percorrer paisagens mais próximas, com ideias musicais afins à música tradicional portuguesa.

Deambulações Musicais
Música na Academia (III)
Orquestra Metropolitana de Lisboa

Sexta-feira, 16 de julho, 19h00, Academia das Ciências – COMPRAR

J. N. Hummel Pot-pourri (Fantasia) para Viola e Orquestra
Joly Braga Santos Divertimento N.º 1
J. N. Hummel Concerto a tromba principale

Irma Skenderi violaJoão Moreira trompete
Pedro Neves maestro