
Ciclo “Ouvir Duas Vezes”
Vem descobrir como ouvir música pode ser uma experiência transformadora, e como ajuda a revelar diferentes mundos escondidos aqui mesmo ao nosso lado. Ao ouvir duas vezes, percebemos que há muitos espelhos por detrás dos estilos e das emoções. São mistérios que passam despercebidos à primeira audição. Aparentemente, ora tudo parece fácil ora extremamente difícil. Mas há camadas pelo meio, detalhes de que só nos apercebemos com uma atenção desperta pela curiosidade. De caráter pedagógico, o ciclo de concertos Ouvir Duas Vezes convida a aprender como se faz. Vem escutar além dos hábitos e das evidências. Vem explorar, analisar e desvendar os segredos que colocam a música naquela nuvem tão especial das nossas vidas.
Para Público Escolar | Maiores de 6 anos
5€/aluno
Reservas e informações: relacoespublicas@metropolitana.pt
A Sinfonia
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Sexta-feira, 27 de novembro, 11h00
Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
W. A. Mozart 1.º andamento da Sinfonia N.º 40
L. v. Beethoven 2.º andamento da Sinfonia N.º 7
F. Schubert 3.º andamento da Sinfonia N.º 4
S. Prokofiev 4.º andamento da Sinfonia Clássica
Apresentação: Rui Campos Leitão
Maestros: Alunos da Classe de Direção de Orquestra da ANSO
Há trezentos anos as Sinfonias eram muito parecidas com os Concertos. Distinguiam-se porque não tinham solista, e porque eram tecnicamente menos exigentes. Depois evoluíram bastante. As durações estenderam-se, assim como as orquestras, juntando às cordas maior número de sopros e percussões. As «vozes» mais graves libertaram-se da base rítmica e harmónica tão característica da música barroca. Os compositores exploraram novos recursos técnicos e dramáticos na sequência de quatro andamentos: o primeiro com tempo rápido, o segundo mais lento, o terceiro em compasso ternário dançável, e o quarto num final vivo e impetuoso. Neste concerto vamos conhecer por dentro a Sinfonia Clássica. Para o efeito, inventámos uma «Sinfonia Frankenstein» que junta quatro andamentos provindos de quatro sinfonias diferentes. Cada um deles será dirigido por um maestro também diferente, graças à especial colaboração da Licenciatura em Música da Academia Nacional Superior de Orquestra.
O Carnaval dos Animais
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Sexta-feira, 22 de janeiro, 11h00
Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
C. Saint-Saëns O Carnaval dos Animais (versão para orquestra de William White)
Ator: Rui Melo
Direção Musical: Ana Pereira
N’O Carnaval dos Animais a bicharada não sobe ao palco, mas os instrumentos dão-lhe vida. Ilustram a altivez do leão, o vagar da tartaruga, a infantilidade do elefante, a destreza atlética dos cangurus e por aí vai. Ao percorrermos esta fantasia musical zoológica, aprendemos a distinguir as características dos sons e, através deles, a imaginar cenários, a perceber como o ritmo, o timbre, as melodias e as harmonias conseguem contar histórias. A obra foi escrita em 1886 por Camille Saint-Saëns para uma brincadeira entre amigos numa terça-feira gorda – naquela época o Carnaval festejava-se mais em Paris do que no Rio de Janeiro. Nos últimos cem anos tornou-se um clássico quer para miúdos quer para graúdos. É uma porta de entrada para o reino da música de tradição clássica, permitindo assim partilhar com amigos e família uma experiência que nos desperta e ensina com boa disposição. Neste concerto, junta-se aos músicos da orquestra um convidado muito especial, o ator Rui Melo; esse mesmo, o Simão da série televisiva Pôr do Sol.
A Voz da Viola
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Sexta-feira, 26 de fevereiro, 11h00
Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
Programa a anunciar
Apresentação: Leonor Fleming
Direção Musical: José Pereira
Por mais semelhantes que pareçam, não há dois instrumentos musicais iguais. A flauta é diferente do flautim. A trompete é diferente do fliscorne. E o violino é diferente da viola d’arco (ou, mais simplesmente, da viola). Cada um tem a sua identidade. A viola é um pouco maior que o violino e bastante menor que o violoncelo. Mas além do tamanho, também o som não se confunde. Controlando a velocidade do arco, os tipos de ataque e a pressão sobre as cordas, os violetistas estão sempre em busca da «verdadeira voz» deste instrumento. Uma grande parte do repertório orquestral confia-lhe as partes intermédias dos acordes, como se de um papel secundário se tratasse, mas do qual depende a densidade e a harmonia do conjunto. Porém, quando a viola assume protagonismo, obtém efeitos expressivos surpreendentes. Como nenhum outro instrumento, a viola consegue combinar o registo tímbrico sombrio dos graves com ressonâncias cheias nas posições mais agudas. Vamos conhecer a música maravilhosa que a viola tem para nos oferecer?
Pedro e o Lobo
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Sexta-feira, 21 de maio, 11h00
Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
S. Prokofiev Pedro e o Lobo
Texto: Inês Barahona
Versão Cénica e Interpretação: Miguel Fragata
Maestro: Pedro Neves
Co-criação: Metropolitana e Formiga Atómica
Um menino destemido chamado Pedro e um lobo cheio de fome que acaba por cair numa cilada. Esta é uma história que junta ainda um avô, um pássaro, um gato, um pato e um grupo de caçadores. Cada uma das personagens é representada pelo som de diferentes instrumentos da orquestra. Desde 1936, quando Prokofiev estreou esta obra num teatro de Moscovo, foram muitas as gerações de crianças que em todo o mundo aprenderam a identificar o violino, a flauta, o clarinete, o oboé, o fagote, a trompa, o tímpano e o bombo através dela. Porque aqui se trata de Ouvir Duas Vezes, a Metropolitana e a Formiga Atómica propõe-se tocar e repetir a música. Porém, à segunda vez «a história é bem diferente».