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Os Solistas da Metropolitana interpretam obras assinadas por três compositores que formam uma linhagem de três gerações com fortes vínculos pessoais. Foi Robert Schumann quem primeiro deu a conhecer Johannes Brahms ao mundo, quando em 1853 anunciou num artigo de jornal que se tratava do compositor do futuro. Também Robert Kahn viria a ser profundo admirador de Brahms. Conheceu-o pessoalmente em 1886, em Mannheim, conviveram em Viena e acabou por escrever um livro dedicado às memórias dessa amizade. No que respeita à música, ouvimos primeiro Adagio e Allegro, uma peça onde Schumann explorou as capacidades do novo sistema de válvulas então introduzido nas trompas, facilitando a vida dos músicos na obtenção de todas as notas da escala. O sucesso levou-o a compor a Peça de Concerto para 4 Trompas e Orquestra nesse mesmo ano de 1849. Já o Trio Op. 40 de Brahms foi escrito em 1865, num período particularmente conturbado da vida pessoal do músico, na sequência da morte repentina de sua mãe. Ainda assim, a expressão de lamento não se abandona em excessos românticos. Brahms preferiu deixar-nos uma homenagem em que sobressaem os contrastes, havendo lugar a ambientes elegíacos, mas também a melodias bem humoradas e a uma exuberância sonora de que só a trompa é capaz. Pelo meio, ouvimos uma curta serenata de Kahn originalmente escrita para oboé, trompa e piano. Datada de 1923, foi posteriormente adaptada para a formação violino, viola e piano.
Romantismo Instrumental
Solistas da Metropolitana
R. Schumann Adagio e Allegro em Lá Bemol Maior, para trompa e piano, Op. 70 (1)
R. Kahn Serenata em Trio, em Fá Menor, para violino, viola e piano, Op. 73 (2)
J. Brahms Trio em Mi Bemol Maior, para trompa, violino e piano, Op. 40 (3)
Daniel Canas (3), Jérôme Arnouf (1) trompas
Daniela Radu (2, 43 violino
Andrei Ratnikov (2) viola
Savka Konjikusic piano
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