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Fora de Ciclo

Orphé

Grande Auditório do Centro Cultural de Belém
Sáb 29 Jan 19:00

36€ a 60€

Bilhetes à venda

Fascinado pelos filmes do francês Jean Cocteau, que viu na adolescência, ainda durante os anos 50 do século passado em Paris, é já como um dos compositores mais importantes da sua geração que o americano Philip Glass decide fazer uma trilogia de adaptações a partir de Cocteau. A ópera “Orphée” (1993), baseada no filme de 1949 sobre o mito de Orfeu — poeta e músico que move os céus e a terra para trazer a sua amada Eurídice de volta do mundo dos mortos — foi a primeira.
O encenador escolhido para encenar “Orphée” no Rio de Janeiro, o encenador e realizador carioca Felipe Hirsch, revela ter ficado muito sensibilizado pelo facto de durante a composição desta obra, Glass estar numa luta pessoal intensa para ajudar a sua mulher, a designer Candy Jernigan, a lutar contra um tumor. Segundo o encenador — “Philip Glass transformou a obra-prima de Jean Cocteau numa outra obra-prima. É algo incomum, mas ser incomum é uma característica de Glass. Felipe Hirsch conheceu Philip Glass nos anos 2000 e ambos estudavam a hipótese de vir a colaborar juntos.
Felipe Hirsch diz ter feito no “Orphée” um trabalho “muito centrado em Jean Cocteau”, um artista múltiplo — “poeta, romancista, dramaturgo, cineasta, ator, diretor de teatro e designer. Na adaptação foi muito influenciado pelo trabalho de espelhos do cenógrafo checo Josef Svoboda. O espelho é outro personagem de “Orphée” e simboliza a relação com a morte e o envelhecimento. Segundo o encenador, uma profunda refexão sobre qual o lugar da vida que cada um de nós ocupa no momento atual, nesta situação, neste contexto. É a reflexão de todos os artistas que chegam a uma certa idade, a um certo nível de reconhecimento, e que se reinventam por amor à arte.

Orphé
Orquestra Metropolitana de Lisboa

Philip Glass Orphé, ópera de câmara em dois atos

Princesa Carla Caramujo
Eurídice Susana Gaspar
Heurtebize Luís Gomes
Cégeste Marco Alves dos Santos
Orphée André Baleiro
Juiz/Comissário Nuno Dias
Poeta Luís Rodrigues
Aglaonice Cátia Moreso
Repórter/Glazier João Pedro Cabral
Pedro Neves
maestro

Figurino e visagismo Nuno Esteves
Direção de movimento Sofia Dias e Vitor Roriz
Design de vídeo Henrique Martins
Assistência de direção Crista Alfaiate
Produção Ricardo Frayha
Edição  Robert Brustein
Direção Felipe Hirsch
Direção de arte Daniela Thomas e Felipe Tassara
Iluminação Beto Bruel

Produção CCB

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