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Os agrupamentos formados por instrumentos de sopro têm uma longa tradição. Entre nós, distingue-se o importantíssimo trabalho desenvolvido pelas bandas militares e pelas bandas filarmónicas com origem em movimentos associativos de meados do século XIX. Mas o alcance é bastante mais vasto. Remonta a séculos anteriores, primeiramente em contextos festivos ou cerimoniosos. No último quartel do século XVIII, o repertório cresceu exponencialmente, graças às inovações técnicas introduzidas na construção dos instrumentos, mas sobretudo ao «novo gosto» cultivado nas casas senhoriais em torno da corte dos Habsburgo, em Viena. Chamava-se Harmonie a essas formações de sopros que interpretavam, sobretudo, transcrições de excertos de óperas e de obras orquestrais. Destacou-se então o octeto que reúne pares de oboés, clarinetes, fagotes e trompas, o qual despertou o interesse de compositores como Haydn, Mozart e Beethoven (mais tarde, Schubert), dando origem a uma depuração de escrita sem precedentes, por vezes com assinalável dramatismo.
É este, precisamente, o repertório que Os Sopros da Metropolitana recuperam na presente Temporada. Uma orquestra como a OML constrói-se com base nas competências dos seus músicos, as quais passam tantas vezes despercebidas no conjunto orquestral. São, porém, determinantes. Muitas dessas aptidões técnicas e expressivas desenvolvem-se e apuram-se em programas como estes que temos agora a oportunidade de assistir. Podemos, assim, apreciar com atenção exclusiva a imensa qualidade e valências dos sopros desta nossa orquestra.
Madeiras Clássicas
Os Sopros da Metropolitana
W. A. Mozart Serenata N.º 12, em Dó Menor, KV 388
L. v. Beethoven Octeto em Mi Bemol Maior, Op. 103
Sara Dias oboé,
Nuno Silva, Jorge Camacho clarinetes,
Lurdes Carneiro, Rafaela Oliveira fagotes,
Daniel Canas, Jérôme Arnouf trompas
Sally Dean oboé e direção musical
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