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É tentador imaginarmos as semanas passadas por Sylvius Leopold Weiss em Leipzig no verão de 1739, quando frequentou repetidas vezes a casa da família Bach. O virtuoso alaudista juntou-se então a Johann Sebastian e ao jovem Wilhelm Friedemann – seu colega em Dresden – para improvisarem pela noite dentro ao desafio. Sabemos hoje que a suíte para violino e cravo BWV 1025 do pai Bach resultou da adaptação de uma sonata para alaúde do mesmo Weiss. De igual modo, também podemos imaginar como seria o ambiente dos salões nobres parisienses no Antigo Regime. Como seria o protocolo nos concertos promovidos no Palácio das Tulherias pela instituição Concert Spirituel. Muito provavelmente, o violinista Jean-Joseph Cassanéa de Mondonvill e o cravista Jacques Duphly cruzaram-se naqueles corredores. Coloca-se assim, lado a lado, dois estilos musicais identitariamente associados a estas duas cidades. De Leipzig, a densidade expressiva e a invenção contrapontística. De Paris, o refinamento cerimonioso e a desenvoltura dançante.
De Leipzig a Paris
Solistas da Metropolitana
J. S. Bach Suíte para Violino e Cravo Obbligato, BWV 1025 (adap. da Sonata para Alaúde SC 47 de S. L. Weiss)
J.-J. C. Mondonville Sonata para Violino e Cravo Obbligato (Concerto), Op. 3/6
J. Duphly 3 Peças do Terceiro Livro de Peças para Cravo
J. S. Bach Sonata para Violino e Cravo Obbligato N.º 6, BWV 1019c
Ágnes Sárosi violino
Fernando Miguel Jalôto cravo
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