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Bilhetes à vendaA combinação de trompete, violino e piano é bastante recente e provém, sobretudo, dos Estados Unidos. O programa deste recital convida-nos a questionar as razões de tal acontecer. O repertório para violino e piano é vasto e inclui sonatas emblemáticas de Beethoven e Brahms. Por seu turno, a transformação tecnológica da trompete, registada em meados do século XIX, deu origem a muitas obras com piano. Esta evolução foi coroada, em 1906, pela Légende, de Georges Enesco, obra que encontra eco na belíssima Oração e Louvor, de Eric Ewazen, que abre este programa.
Porém, o violino e a trompete raramente se juntaram à frente do piano. Serão timbres inconciliáveis? Foi o próprio Ewazen quem mostrou que não é bem assim quando compôs, em Nova Iorque, o Trio para Trompete, Violino e Piano (1992). Com efeito, nos Estados Unidos, a trompete floresceu no jazz, no blues, nas universidades e em Hollywood. E porque não neste trio, também? Foi na Carolina do Sul que Chee-Hang See compôs a sua Rapsódia (2019). Foi em Nova Orleães que Erik Morales escreveu a sua Dança da Paixão (2010), claramente inspirada na música de Astor Piazzolla.
Da Oração à Dança
Solistas da Metropolitana
Eric Ewazen Prayer and Praise
Chee-Hang See Rapsódia para Trompete, Violino e Piano
Eric Ewazen Trio para Trompete, Violino e Piano
Erik Morales Passion Dance
Sérgio Charrinho trompete
Ágnes Sárosi violino
Savka Konjikusic piano
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