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O início da Sinfonia N.º 4 de Johannes Brahms é surpreendente. Tudo começa de rompante, sem cerimónias, com uma melodia que progride sem vacilar nas páginas que lhe seguem. É também assim que arranca a Temporada 2019/2020 da Metropolitana, na expectativa de mais um ano repleto de atrativos para todos aqueles que não dispensam a música ao vivo nas suas rotinas. Os dois primeiros acordes do programa pertencem, todavia, a uma obra anterior do compositor alemão. A Abertura Trágica, igualmente marcante e inspiradora, foi composta no aprazível verão de 1880 e, apesar do título, não reporta a um evento trágico, em particular. Apresenta, todavia, uma disposição dramática sobre tempos contrastantes, mudanças bruscas e misteriosas. Oportunamente, abre aqui caminho à estreia absoluta de uma criação evocativa da Queda do Muro de Berlim – já passaram 30 anos! A assinatura de Zero Formula pertence ao italiano Luca Francesconi, um dos mais prestigiados compositores da atualidade, que ao longo do seu percurso criativo sempre buscou equilíbrios improváveis no ecletismo estilístico e na coexistência de elementos potencialmente conflituantes. Juntam-se desta vez uma orquestra e uma guitarra elétrica.
Concerto Inaugural da Temporada 2019/2020
Orquestra Metropolitana de Lisboa
J. Brahms
Abertura Trágica, Op. 81
Luca Francesconi *
Zero Formula, para guitarra elétrica e orquestra (estreia absoluta **)
J. Brahms
Sinfonia N.º 4, Op. 98
Ruben Mattia Santorsa guitarra elétrica
Pedro Amaral maestro
(*) Artista Associado da Temporada da Metropolitana 2019/2020
(**) Encomenda da Metropolitana para assinalar a efeméride dos 30 anos passados sobre a Queda do Muro de Berlim
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