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Vencedor do Prémio Inatel junta-se à OAM para duplo concerto em Setúbal e Almada

O clarinetista Nuno Baptista, estudante do terceiro ano da Licenciatura em Instrumentista de Orquestra da Academia Nacional Superior de Orquestra, atua como solista este fim-de-semana no Concerto de Clarinete de Aaron Copland, no duplo programa “Para um Homem Comum”, interpretado pela Orquestra Académica Metropolitana.

Nuno Baptista tem 20 anos e iniciou o estudo da música aos nove anos de idade

Baptista, que foi escolhido entre dezenas de candidatos que prestaram provas em fevereiro deste ano, ganhou a nona edição do Prémio Inatel Jovem Solista. Para além do valor monetário, o prémio final contempla também a atuação como solista num concerto de orquestra, que deveria ter acontecido em maio, mas que, por causa da pandemia da Covid-19, foi adiado para outubro.

“É evidente que o prémio monetário é importante, mas o melhor prémio é poder tocar este concerto, uma das grandes obras para clarinete do repertório mundial. Sei que vou estar nervoso. Aliás, só de pensar nisso, já estou”, contou, divertido, o aluno da Metropolitana, com 20 anos.

A dupla atuação de Nuno Baptista acompanhado pela Orquestra Académica Metropolitana (OAM), vai acontecer este sábado, às 21h00, na Igreja de Jesus, em Setúbal (Entrada livre mediante reserva para: bilheteiradofmlt@mun-setubal.pt) e no domingo, às 16h00, na Academia Almadense, em Almada (Entrada Livre e reservas até esta sexta-feira, através do email: fbarata@cma.m-almada.pt).

O maestro Jean-Marc Burfin e os músicos da OAM durante um concerto da temporada 19/20

Este programa, “Para um Homem Comum”, reúne três obras de Copland; Fanfarra para um Homem Comum”, “Concerto para Clarinete e Orquestra” e “Primavera dos Apalaches (suíte orquestral)”.

Com direção do maestro Jean-Marc Burfin e/ou Alunos do Curso de Direção de Orquestra da ANSO, o concerto, que decorrerá em ambiente seguro com o distanciamento social obrigatório assegurado, é mais um momento para acompanhar a evolução do trabalho dos músicos da Metropolitana, com especial enfoque desta vez para a consagração de Nuno Baptista, Prémio Inatel 2020.

Esta distinção é considerada pelo clarinetista “um reconhecimento do trabalho, do esforço e da dedicação” que emprestou à música clássica e cujo percurso começou cedo. Com apenas nove anos, iniciou os seus estudos no Conservatório de Música de Seia, orientado pelo professor Carlos Silva.

Chegou à Metropolitana no ano letivo 2018/19, para frequentar a licenciatura em Instrumentista de Orquestra, com o professor Nuno Silva, na ANSO. “Está a ser uma experiência incrível: estou completamente integrado cá na escola. O ensino aqui é ótimo: a escola é muito aberta, tem ótimos professores, com quem tenho aprendido muito, e tem esta particularidade de podermos ir crescendo em contexto artístico”.

Por essa razão, o jovem clarinetista não tem dúvidas: “todos os músicos deviam ter oportunidade de passar três anos aqui na Metropolitana”, concluiu.