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Solistas da Metropolitana levam Brahms ao Teatro Thalia com bilhetes a apenas 5 euros

São sete atuações em cinco dias. Os Solistas da Metropolitana estão de novo em ação, para apresentar quatro concertos de Brahms, num “minifestival” que permite levar a música de câmara a todos e a um preço especial.

Tudo começa esta quinta-feira, às 19h00 no Teatro Thalia, em Lisboa, e com o “Concerto para Piano”, interpretado por Carlos Damas, Nonna Manicheva (violinos), Andrei Ratnikov (viola), Jian Hong (violoncelo), Anna Tomasik (piano).

O programa, que volta a ser apresentado no dia seguinte, às 17h00, no Museu do Oriente, é uma oportunidade de “ver e ouvir uma das obras-primas de Brahms, o seu quinteto com piano, obra raramente tocada, que reúne durante a sua extensão ambientes musicais dos mais variados”, explica o violinista Carlos Damas.

Ao longo do século XIX, o Quinteto com Piano foi uma das formações de câmara que mais interesse despertou junto dos compositores. O Op. 34 de Brahms é um dos exemplos mais notáveis desse repertório

“Trata-se tecnicamente de uma das mais difíceis obras de música de câmara, que também exige uma musicalidade cuidada. Os 50 minutos de duração da obra são um desafio para qualquer músico”, acrescenta Carlos Damas.

Na sexta-feira, às 13h00, na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, os Solistas tocam “Brahms com Cordas”, um programa que se repete no sábado, às 19h00, na Igreja Paroquial de Bucelas (Loures), e no domingo de manhã, às 11h00, no Teatro Thalia.

Ana Pereira, José Pereira (violinos), Joana Cipriano, Pedro Pires (violas), Nuno Abreu, e Tiago Mirra (violoncelos) são os músicos que compõem o agrupamento de música de câmara da Metropolitana.

“É um programa especial porque reúne os quartetos, que revelam toda a genialidade da escrita de Brahms, e os sextetos, para os quais introduzimos aqui uma novidade. Decidimos convidar dois estagiários da Metropolitana, que estão a fazer a sua pós-graduação com estágio na instituição, para poderem tocar em conjunto com os músicos profissionais”, explica Ana Pereira. A violinista sublinha que esta opção “permite, uma vez mais, à Metropolitana reunir ao mesmo tempo as suas duas grandes vertentes, a criativa e a pedagógica”.

Também na sexta-feira, mas no Teatro Thalia às 19h00, é a vez de “Quartetos”, em que Alexêi Tolpygo, Ágnes Sárosi (violinos), Irma Skenderi (viola), Ana Cláudia Serrão (violoncelo) e Alexei Eremine (piano) assumem o papel de Solistas da Metropolitana.

Os três quartetos de cordas de Brahms demonstram bem a tensão que vinca todo o seu percurso artístico, entre a expectativa de dar seguimento à tradição clássica e o imperativo da originalidade tão valorizada no século romântico. 

No sábado, Jorge Camacho (clarinete), Catarina Gonçalves (violoncelo) e Savka Konjikusic (piano) entram em cena com “Fantasia, Canções e Trio”, o programa que é apresentado às 17h00 no Thalia.

Começamos por Robert Schumann, que em 1849 compôs as três «Peças de Fantasia» Op. 73. São miniaturas poéticas que discorrem com a mesma pretensão de quem conta histórias a uma criança. Depois, seis das mais belas canções de Johannes Brahms, mas aqui entoadas pelo violoncelo na companhia do piano. Entre elas, a mais célebre é a Canção de Embalar Op. 49/4. Por fim, o Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano Op. 114 do mesmo Brahms, uma partitura em que tudo se revela essencial.

“Este ‘Trio’ foi a última peça escrita por Brhams já no fim da sua vida e, portanto, é o expoente máximo de toda a escrita romântica do compositor. Isso é, ao mesmo tempo, um prazer e um desafio”, admite o clarinetista Jorge Camacho, que acrescenta que “é sempre um prazer para os músicos da Orquestra poderem atuar em agrupamentos mais pequenos, em que a cumplicidade dos instrumentos é maior”.

“Os ensaios têm corrido muito bem e tudo está garantido para um grande espectáculo para todos aqueles que nos forem ver ao Thalia”, sublinha o músico.

Por sua vez, o diretor artístico da Metropolitana acredita que “este minifestival é uma excelente oportunidade para concentrar no mesmo espaço um conjunto de concertos de música de câmara”. “Ao longo destes dias, os nossos músicos vão mostrar todo o virtuosismo de Brahms, com a sua escrita viva e intensa, e também de outros compositores que trabalham diretamente ou que foram inspirados por ele”, explica Pedro Neves.

O maestro aponta ainda um objetivo da Metropolitana: “habituar o público a ter um conjunto de concertos específicos no mesmo espaço, dando-lhe oportunidade de ter acesso, a preços competitivos, a várias dimensões de um compositor ou tema”.

Os preços para cada um destes concertos é de apenas 5 euros e os bilhetes podem ser comprados no próprio local, antes do início de cada programa.