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Repertório explosivo em Alcoitão com o novo ensemble de alunos da ANSO

Brass Ensemble é constituído por alunos da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO) que tocam metais e percussão. Hoje à tarde atuam às 16h00 no auditório do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, instituição que pertence à Santa Casa da Misericórdia.

“Uma explosão sonora de versatilidade qualidade”. A síntese é de André Conde, músico, professor da ANSO e responsável pela direção musical de Brass Ensemble, que hoje se apresenta, às 16h00, no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, com entrada livre.

Este concerto Santa Casa, patrocinador principal da Metropolitana, reúne obras de Richard Strauss (“Fanfarra para a Filarmónica de Viena”), Mogens Andresen (“Três Danças Norueguesas”), Paul Terracini (“Gegensätze (Opostos)”), Elizabeth Raum (“Jason and the Golden Fleece”) e Mike Forbes (“Daredevil”).

A interpretação ficará a cargo do Brass Ensemble, o novo agrupamento de música de câmara da Academia Nacional Superior de Orquestra, a escola de ensino superior da Metropolitana, onde André é professor desde o início deste ano letivo.

“Vamos apresentar uma formação pouco usual, mas muito comum em países germânicos e nos Estados Unidos, constituída por instrumentos da família dos metais e da percussão”, explica o músico, que estudou trombone e, ele próprio, foi aluno da ANSO entre 2006 e 2009.

“Sim, eu também sou um produto made by Metropolitana”, sublinha André Conde, destacando o “orgulho” de ter estudado na instituição e recordando o que aprendeu com “grandes professores” e com Reinaldo Guerreiro, a cuja classe pertenceu, em particular.

Agora no papel de professor, e depois de dois mestrados em Zurique (Performance Orquestral, e Performance Especializada – Solista, ambos na classe de David Bruchez), André Conde valoriza o entusiasmo dos alunos que constituem este novo Brass Ensemble. “Há uma grande versatilidade e uma grande qualidade de repertório”, aponta.

“Este agrupamento já existiu na Metropolitana nos tempos em que eu estudava com o Reinaldo Guerreiro. Lembro-me que contava com a participação de alunos e professores das respetivas classes e que chegámos a fazer uma apresentação no Colégio Militar”, recorda.

Agora, porém, a música é outra. “É uma formação em crescimento e este tipo de formações são uma verdadeira mais-valia pedagógica para os alunos, porque eles têm oportunidade de tocar ao vivo um repertório muito exigente”, explica o músico.

Este novo ensemble “conta com 17 elementos mais a direção”, e integra alunos dos vários níveis de ensino. “Vão do 1.º semestre a finalistas”. No concerto desta tarde, “o coletivo estará sempre a tocar, à exceção de uma obra que não tem eufónio”.

“Vai ser uma apresentação muito diversificada e virtuosa, um repertório muito explosivo, com muitas referências sonoras”, afirma André Conde, que reforça o quão “gratificante” é ver os alunos crescerem musicalmente. “Temos trabalhado muito o balanço, a afinação, a construção da frase. São melodias muito exigentes e expostas, num concerto de 50 minutos, fisicamente difícil para os músicos, porque é necessária uma resistência física acima do normal”, conta.