Dois professores da Academia Nacional Superior de Orquestra foram convidados para masterclasses na Polónia. Nuno Inácio e Nuno Silva partilharam os seus conhecimentos com os jovens alunos e trouxeram a bagagem cheia de elogios. Alguns dos jovens querem estudar no próximo ano na Metropolitana, em Lisboa.

A recente viagem da Orquestra Metropolitana de Lisboa à Polónia foi mais do que dois concertos. Foi também mais uma prova da competência da Metropolitana e um reconhecimento das suas valências pedagógica e artística. Além do duplo concerto, os músicos e professores da ANSO Nuno Inácio e Nuno Silva ministraram duas masterclasses na Academia com o nome de um dos grandes compositores polacos e mundiais, Krzysztof Penderecki, que foi Artista Associado da Metropolitana na temporada 2018/19, e que morreu em março do ano passado.

“Correu muito bem. Houve uma grande adesão e um nível a técnico e artístico muito elevados. Os alunos demonstraram enorme humildade para acolher a informação que lhes passei do ponto de vista técnico e do ponto de vista artístico”, afirma o flautista Nuno Inácio, que se sentiu muito “honrado pelo convite”.
“Um professor que é escolhido e convidado para lecionar e orientar uma masterclass numa instituição de relevo Internacional, e com a importância da Academia Penderecki de Cracóvia, é sempre um motivo de orgulho pessoal e para a Metropolitana, porque teve dois dos seus docentes convidados”, prossegue.
O professor da ANSO destaca ainda o facto de a comitiva portuguesa ter sido “recebida muito bem, de uma forma incrível”. “Os professores e todo o pessoal foram muito afáveis. Quando chegámos à academia, fomos imediatamente tratados com o respeito digno de rei, com cartazes enormes à nossa espera e pedidos de autógrafos”, sublinha.
Nuno Inácio não tem dúvidas: “estes intercâmbios são muito importantes. Os alunos gostaram imenso da masterclasse e alguns querem vir estudar comigo para Lisboa no âmbito do programa Erasmus. Ora, isto é muito importante para a ANSO. Posso dizer que já recebi, entretanto, três emails de alunos que querem vir estudar comigo para a Metropolitana”.

Também o clarinetista Nuno Silva, que atuou como solista no concerto que a OML deu na Polónia, deixou um rasto muito positivo em Cracóvia. “Os alunos gostaram muito da minha forma de ensinar, que percebi que é muito diferente do que eles estavam habituados”, explica. Os jovens gostaram tanto, “que há alguns que querem vir estudar comigo para Lisboa, no âmbito do Erasmus, e estão já a tratar do processo de ingresso”.

O músico e docente da ANSO agradece a forma como foi tratado na Polónia. “Foi incrível. Mesmo os nossos colegas professores foram muito amáveis e gostaram da masterclass, porque me convidaram para voltar no próximo ano, tanto para tocar no festival de música de câmara que organizam, como para voltar a dar mais umas aulas”.
Nuno Silva acredita que este tipo de experiência vai dar frutos no caminho da internacionalização que a Metropolitana tem vindo a percorrer. “Estes intercâmbios permitem dar uma perspetiva do que é que se faz e do que é que se ensina na nossa escola, e do que os músicos cá da casa são capazes de fazer”.
Repetir esta experiência é obrigatório, defende. “Se fizermos isto mais vezes, começamos a ganhar um nome e a ser uma referência no mundo da música. Alguns de nós já têm esse reconhecimento internacional, mas podemos congregá-lo em redor do nome da Metropolitana”, conclui.