A música é uma linguagem universal e uma forma de expressão artística que se casa com outras congéneres. E é por isso que jovens músicos, ainda em formação na Metropolitana, vão encerrar o Manifest, um festival de cinema de animação que vai acontecer na Ericeira entre sexta-feira e domingo.

É um quarteto e não é um quarteto qualquer. Os alunos Afonso Mata, Amadeu Lança, João Fialho e Rodrigo Loureiro sobem ao palco, domingo à tarde (17h00), no encerramento do festival, dando corpo ao projeto Percussões da Metropolitana, sempre com os olhos postos no futuro.
“Esta formação é, em boa verdade, recém laureada com o 1.º prémio na categoria de Música de Câmara no V Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva”, explica Marco Fernandes, professor da Metropolitana e diretor artístico das Percussões da Metropolitana.
Para a atuação de domingo à tarde, Marco Fernandes chama a atenção para os “clássicos contemporâneos do repertório para percussão”. E exemplifica: “vamos tocar Omphalo Centric Lecture, de Nigel Westlake, mas também transcrições de fugas para piano de Johann Sebastian Bach”.
Produzido pelo AEI – Arte Estúdio Imaginário, com o apoio da Câmara Municipal de Mafra e da Direção Geral das Artes, o Manifest “vai mostrar durante três dias filmes de todo o mundo, com uma diversidade de estilos e temáticas para um público infantil e adulto”, afirma a co-diretora artística do Festival.
Joana Imaginário, que partilha funções com Franciaco Lança, sublinha que o Manifest tem ainda “sessões competitivas de curtas-metragens nacionais e internacionais de cinema de animação, uma masterclass com um realizador argentino e sessões para escolas”.
O casamento com a música das Percussões da Metropolitana foi natural. “Sendo o som, e em particular a música, um dos meios indissociáveis do cinema em geral e do cinema de animação em particular, a presença de música ao vivo torna-se parte essencial deste festival”, sublinha Joana Imaginário.
A responsável já assistiu a espetáculos das Percussões da Metropolitana. “Conheço a sua qualidade e esperamos que o facto de jovens músicos, neste caso específico, fazerem este tipo de trabalho, pode funcionar como um incentivo à criação e sensibilização de públicos, dois grandes objetivos que o festival pretende alcançar.
Joana Imaginário gostaria que esta parceria com a Metropolitana não ficasse por aqui. “Gostaríamos de manter esta relação no que toca à apresentação de repertório de música de câmara, entre o festival e a Metropolitana, visto este ser um projeto a realizar durante os próximos quatro anos”.
A co-diretora artística concretiza que “num futuro próximo” gostaria que “os músicos da Metropolitana trabalhassem em conjunto com realizadores de cinema e vice-versa”. “Podem ser criadas e/ou interpretadas bandas sonoras pelos músicos, tal como artistas visuais criarem contextos visuais para espetáculos da Metropolitana”, sugeriu.