O Grande Auditório do Cineteatro da Academia Almadense, em Almada, recebe este domingo, às 16h00, o concerto “O Ano da Morte de Ravel”, interpretado pela Orquestra Académica Metropolitana (OAM), sob direção de Jean-Marc Burfin, e com a participação ao piano de Marta Mata, uma das vencedoras deste ano do Prémio Inatel.

Com obras de Gabriel Piené, Maurice Ravel, Karol Szymanowski e Albert Roussel, o concerto, que é de entrada gratuita e que marca o arranque da Temporada da OAM, serve de consagração à jovem pianista que, em maio deste ano, foi distinguida com o Prémio Inatel, ex-aequo com o violoncelista João Gonçalves.
Para Marta Mata, de 21 anos, e que terminou em junho o curso de Piano para Música de Câmara e Acompanhamento da ANSO, “este concerto tem um grande significado a muitos níveis”.
“Um deles, o “óbvio” de ser uma grande oportunidade de tocar um concerto tão incrível como o concerto em sol maior de Ravel com orquestra. Ainda mais significado tem para mim poder tocá-lo com colegas meus. Há toda uma ligação pré-Concerto-de-Ravel, já ela bastante musical, que torna tudo mais humano e “acessível” a sentir a música num todo. No fim de contas, a única coisa que desejo é que façamos o nosso melhor para que o público se sinta parte do concerto”, contou Marta ao site da Metropolitana.

Orgulhosa pelo prémio que recebeu, a jovem pianista não tem dúvidas em afirmar que esta distinção a tem ajudado nesta busca pela excelência. “O ter sido laureada, juntamente com o João, com o Prémio Inatel foi gratificante não só pela oportunidade que me trouxe – a de tocar com a orquestra formada pelos meus colegas – como também por sentir que, de algum modo, a minha prestação foi minimamente apreciada pelo júri. Portanto, toda a minha preparação ganhou um significado maior por sentir que não fez sentido apenas para mim. Isso depois alimenta a nossa sede de sermos melhores do que nós mesmos do dia anterior”.
Marta Mata não hesita em recomendar a Metropolitana a jovens que queiram agora iniciar a sua caminhada pela música. “Tal como a maioria dos estudantes de música, fui para a Metropolitana devido ao professor de instrumento. E terminei a licenciatura com a mesma perceção que tinha quando entrei: existem muitos bons alunos e professores. No meu caso – o do curso de Piano para Música de Câmara e Acompanhamento – foi um bom desafio, em que tive de preparar muito repertório no contexto de piano solo, música de câmara e acompanhamento, com a orientação e ensinamentos de vários professores pianistas nas respetivas cadeiras. Levo e guardo com muita estima e gratidão as boas memórias que tenho das aulas de cada um”.
O Prémio Inatel existe desde 2012 no âmbito da parceria entre a Fundação Inatel e a Metropolitana.
Assumindo a “fruição cultural” como um dos “pilares da missão da Fundação Inatel”, o presidente da instituição considera que este prémio existe numa “perspetiva estratégica de consolidação da imagem do Inatel na área da música, procurando aumentar a sua notoriedade e difundir os seus valores na sociedade”.
Francisco Madaleno sublinha o reforço da parceria com a Metropolitana, “apoiando pela primeira vez o Concurso Jovem Solista Escola Profissional Metropolitana” e “premiando a excelência artística dos alunos de estudos profissionais”.
Para o diretor executivo da Metropolitana, “esta parceria é mais um sinal do reconhecimento do trabalho da instituição”.
“A Fundação Inatel é um importante parceiro da Metropolitana, e tem tido a visão estratégica de apostar na cultura e na formação como fatores de desenvolvimento social. Este caminho conjunto que temos partilhado é um sinal de reconhecimento do nosso trabalho e, ao mesmo tempo, uma importante motivação para os nossos alunos”, sublinha António Mega Ferreira.