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Conservatório da Metropolitana sai de casa e descentraliza ensino da música em Lisboa

O Conservatório de Música da Metropolitana iniciou esta semana uma experiência inédita de descentralização do ensino da música em Lisboa. A primeira fase do processo começou com 14 crianças e jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos, no âmbito de uma parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

As aulas decorrem num espaço da Junta na baixa pombalina onde já funciona a Universidade Sénior e “os alunos vão tocar violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo”, explica a diretora do Conservatório de Música da Metropolitana.

Susana Henriques, diretora do Conservatório de Música da Metropolitana

“Os meninos estão a ter uma formação idêntica à dos colegas do Conservatório. Terão as mesmas disciplinas: Instrumento, Formação Musical e Orquestra. O objetivo é criarmos a Orquestra Juvenil de Santa Maria Maior”, acrescenta Susana Henriques.

Para o diretor executivo da Metropolitana, este é “um passo em frente na promoção da educação musical junto das crianças de Lisboa”.

As 14 crianças que iniciaram esta semana a nova aventura
do Conservatório de Música da Metropolitana

“Pela primeira vez, o Conservatório da Metropolitana sai da sua sede, na Junqueira, para ir ensinar música a 14 crianças, bem no centro da cidade. Abre-se ao exterior, a exemplo do que já acontece com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, qua atua todos os anos em três zonas de Lisboa e na maioria dos concelhos da sua Área Metropolitana. E consagra, assim, a vocação simultaneamente artística e pedagógica da associação que gere as atividades: Uma Orquestra, Três Escolas”, afirma António Mega Ferreira.

António Mega Ferreira, diretor executivo da Metropolitana,
e Miguel Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

Já Miguel Coelho, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, destaca “a importância da música na educação dos jovens, a todos os níveis, para a sua socialização, para o seu crescimento harmonioso, para a abertura dos seus horizontes, mas também para uma educação de gosto que não deve nunca ser desprezada”.

“A música é uma peça que reputamos de muito importante também para a nossa ideia de igualdade de oportunidades. É esse o propósito quando avançamos para esta parceria com a AMEC | Metropolitana, que esperamos venha a ser muito proveitosa para todos”, sublinha.

O autarca explica que a ideia da parceria “foi colocar à disposição da população de Santa Maria Maior, em particular dos jovens, mais um serviço, neste caso com a chancela de qualidade que significa a marca da Metropolitana”.

“O apoio às crianças e jovens da freguesia é uma linha fundamental da nossa ação, quer através dos CAF/AAAF e do nosso Ambijovem (um ATL criado e gerido pela Junta), do apoio ao estudo, da atribuição de prémios de mérito, do Praia-Campo no verão, de múltiplas iniciativas ao longo do ano dirigidas a esse setor”, destaca Miguel Coelho. O presidente da Junta de Freguesia recorda que “ainda antes de o governo ter lançado o programa, já a Junta distribuía gratuitamente os livros escolares aos alunos da freguesia”. “A aposta na qualificação dos jovens, a aposta na igualdade de oportunidades para todos, independentemente do género, da religião e da origem é uma preocupação desta junta”, concluiu