O Governo quer prolongar em 2019 o Ciclo Música e Ciência, um programa da Metropolitana que leva a exploração das relações entre a música clássica e a ciência às universidades e politécnicos de Portugal, garantiu o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A edição deste ano termina esta terça-feira, dia 16, no Politécnico de Tomar, com o tema “Destino e Livre Arbítrio na Música e na Ciência do século XIX”. A par da Sinfonia Nº 5, Op. 64 de Tchaikovsky, que será interpretada pela Orquestra Académica Metropolitana, a conferência será dada pelo físico e ensaísta Carlos Fiolhais.
Para o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o balanço não podia ser melhor. “Este ciclo tem tido excelentes resultados, dando a evidência que a música também é um elemento que contribui para garantir que o ensino superior é um espaço autónomo de liberdade, tolerância e emancipação dos jovens, bem como de acesso a ambientes de aprendizagem abertos às novas fronteiras do conhecimento”.
“A afluência de estudantes a concertos em politécnicos e universidades em todas as regiões de Portugal mostra bem o desejo de aprender e a necessidade de cada vez mais estimularmos espaços abertos a novos conhecimentos e saberes”, afirma Manuel Heitor ao site da Metropolitana.
O governante recorda que este ciclo foi “concebido com a Metropolitana, sempre com base na opinião dos peritos, curadores e maestros da Metropolitana, para apoiar as instituições de ensino superior e as associações de estudantes na dinamização de um movimento de estímulo à emancipação e integração dos novos estudantes no ensino superior com mais cultura”.
Agradecendo o trabalho da Metropolitana e dos seus músicos, o ministro da Ciência e do Ensino Superior exorta a sociedade civil a contribuir para a “dignificação do ensino superior”. “Agradeço aos músicos da Metropolitana e só posso solicitar a todos os atores da nossa sociedade, dentro e fora das instituições de ensino superior, que reconheçam o esforço e as lições da Metropolitana, com os seus ciclos de música para estudantes, e se posicionem como parceiros na dignificação do ensino superior em Portugal”.
Por tudo isto, Manuel Heitor não tem dúvidas que, em 2019, o Ciclo Música e Ciência voltará aos estabelecimentos de Ensino Superior. “Sim, claramente, é para continuar, como não pode deixar de ser”. “E sempre em estreita articulação com o movimento EXARP, para darmos de forma sistemática a ‘volta à praxe’”, concluiu.
O EXARP é um movimento nascido no âmbito da Direção Geral do Ensino Superior e pretende valorizar as práticas positivas de integração de estudantes no ensino superior.
O programa Música e Ciência iniciou-se em 2017 e contempla dez concertos anuais, cinco em universidades e cinco em institutos politécnicos. Neste ano de 2018, Stravinsky, Haydn, Dvorak e Tchaikovsky foram os compositores levados aos estudantes de todo o país.