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Christopher Bochmann dirige Orquestra Metropolitana de Lisboa em concerto dedicado a compositores franceses

O maestro inglês Christopher Bochmann, que vive em Portugal há quase 40 anos, dirige este sábado, às 21h00, o concerto Paris-Lisboa, constituído por três obras de outros tantos compositores franceses. A atuação da Metropolitana, inserida na Temporada Clássica, decorre no Teatro Thalia, em Lisboa.

Sob a direção de Bochmann, serão interpretadas Le tombeau de Couperin​, de Maurice Ravel, e, em estreia absoluta, a mais recente obra do compositor e musicólogo Alain Bioteau, Impressões Lisboa.

​A encerrar o programa, a mezzo-soprano Carolina Figueiredo dá voz ao ciclo de canções Les nuits d’été, de Hector Berlioz.

Para Christopher Bochmann, trata-se de “um programa muito interessante, com dois dos maiores orquestradores da história da música, Ravel e Berlioz, ainda que com características muito diferentes”.

“A orquestração do Ravel é de uma elegância absolutamente extraordinária. A elegância é mesmo a palavra certa. No caso do Berlioz, é um pouco diferente: é genial também mas, em minha opinião, não se destaca pela elegância. Até, e peço desculpa a todos, em alguns momentos uns gestos ligeiramente brutos. Mas ele tinha um ouvido extraordinário e conseguia imaginar a sonoridade de todos os instrumentos da orquestra. E isso nota-se claramente na sua obra”, conta o maestro em entrevista ao musicólogo da Metropolitana Rui Campos Leitão, e que publicaremos aqui na íntegra na sexta-feira.

Nascido em Inglaterra, Christopher Bochmann escolheu Lisboa há mais de trés décadas. “Há quase 40 anos”, para ser mais preciso. “É uma cidade encantadora, que à escala europeia, e comparada com outras capitais europeis, é mais pequena, mais acolhedora”, explica o maestro que dirigirá ainda neste concerto uma obra inédita de Alain Bioteau, falecido em novembro do ano passado, e que é uma verdadeira homenagem a Lisboa. 

“É uma obra muito interessante sobre o olhar do Bioteau sobre Lisboa. Vai valer a pena porque tem uma força fantástica e um poder interior muito grande”, explica o maestro.

Crédito: Joel Santos * | www.joelsantos.net
*Artista Associado da Metropolitana na temporada 2017/2018