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A paz em tempo de guerra ou como explicar este mundo aos mais novos

O Ciclo Causas em Família, uma das novidades desta temporada da Metropolitana, está de volta este sábado à tarde na Aula Magna, em Lisboa. A Embaixadora da Boa Vontade da ONU, Catarina Furtado, reflete sobre a paz, num espetáculo em que as palavras se juntam à música da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Catarina Furtado tem sido o rosto do Ciclo Causas em Família

Vivemos em tempo de guerra. Não é exclusiva, mas a da Ucrânia, invadida pela Rússia a 24 de fevereiro deste ano, é, por estes dias a mais mediática, a que não cai no esquecimento da opinião pública.

E é por isso que nestes tempos de guerra é fundamental falar da paz, do seu valor e da forma como todos juntos podemos ajudar a lutar por ela. É esse o tempo de “Idílios de Paz”, o último espetáculo do Ciclo Causas em Família, organizado em parceria pela Metropolitana e pela Associação Corações com Coroa.

É preciso lembrar a paz como imperativo da existência todos os dias do ano. O Ciclo Causas em Família debruça-se neste encontro sobre essa necessidade. A música de Haydn e de Wagner oferece cenário para a contracena dos dois atores que lançam o debate.

“É um espectáculo muito original, com um desenho próprio, como tem acontecido sempre com o João [Reis]: ele constrói de propósito para cada sessão, é ele que escreve o texto e é ele que encena”, explica Catarina Furtado, a quem cabe lançar aa sementes da discussão. Os atores são, como sempre, Rodrigo Cachucho e Catarina Rabaça. “São eles que no palco, interagindo com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro , vão fazendo a sua performance e interpretando a ideia do João”.

Para Catarina Furtado, “falar de paz num momento destes em que a guerra está em vários locais do mundo é muito importante”. “Não nos podemos esquecer que não estamos apenas a assistir a uma guerra na Ucrânia, como também continuamos a ter guerras noutras partes do mundo, como no Afeganistão, na Síria, e outros”, afirma.

A apresentadora da RTP alerta para a necessidade de “não se fazer uma solidariedade seletiva”. “Temos de pensar em todos os pontos do Mundo e em todas as pessoas que estão a sofrer por diferentes razões”.

O papel das Nações Unidas, da qual a apresentadora é Embaixadora da Boa Vontade, é “decisivo”. “Nem sempre consegue os resultados que se desejariam, mas todos temos a certeza de que se não fosse a ONU, mais guerras haveria”.

No espetáculo de sábado Catarina Furtado tem uma preocupação: “não passar aos jovens e crianças da plateia uma imagem ainda mais negra do que ela já é. Eles estão permanentemente a ser bombardeados com imagens muito duras que, por um lado, os angustiam e, por outro, os anestesiam”, sublinha. Por isso, é importante “dar exemplos positivos sobre a forma de combater a violência, de crescer com valores e princípios, e de aprender a respeitar os direitos dos outros”.

“Quero deixar-lhes claro que cada um deles tem nas suas mãos o poder de ajudar a construir uma sociedade mais justa, menos bélica e mais pacífica”, concluiu.