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Diálogos das Carmelitas

Teatro São Luiz
qui 22 abr. 20:00

Paris, 1794, no auge do Terror revolucionário.

Blanche de la Force, jovem aristocrata consumida por um medo patológico e existencial, ingressa como noviça no convento carmelita de Compiègne. Não para encontrar refúgio, mas para travar uma batalha interior que a persegue desde o nascimento.
A morte agonizante e despojada da primeira Madre Superiora, Madame de Croissy, instala no drama a questão teológica central: a transferência da graça entre almas. A jovem noviça Constance intui que a morte «errada» de Croissy abrirá caminho para a morte «certa» de outrem, premonição que ressoa na doutrina católica da comunhão dos santos. Quando o convento é dissolvido pelas autoridades revolucionárias e as freiras votam o martírio, Blanche foge aterrorizada. No tableau final, porém, um dos mais sublimes de toda a história da Ópera, regressa serena entre a multidão e junta-se às Irmãs que sobem, uma a uma, ao cadafalso entoando o Salve Regina. O medo está vencido e le transfert de la grâce consumada.
Poulenc privilegiou sempre a inteligibilidade do texto bernanosiano sobre qualquer exuberância orquestral, criando uma obra em que a palavra e o som se fundem com uma intimidade raramente atingida no repertório do século xx.

 

Diálogos das Carmelitas

[Ópera semi-encenada em três atos]

Quinta-feira, 22 de abril, 20h00, Teatro São Luiz
Sábado, 24 de abril, 17h30, Teatro São Luiz

 

Orquestra Académica Metropolitana

Francis Poulenc Diálogos das Carmelitas
(Libreto do compositor baseado na peça homónima de Georges Bernanos)

Cantores: Alunos da Academia de Música da Universidade de Zagreb
Maestro: Jean-Marc Burfin

Parceria: Academia Nacional Superior de Orquestra / Academia de Música da Universidade de Zagreb