Em 1800, com a Sinfonia N.º 1, Ludwig van Beethoven despedia-se com reverência do século XVIII. Mas deixava claro que daí em diante tudo seria diferente em matéria de música sinfónica. É certo que mal se compara com o arrebatamento expressivo da Eroica ou da Quinta Sinfonia, mas a justaposição da tensão dramática e do equilíbrio formal já anunciavam a postura revolucionária que o músico assumiu nos anos seguintes. Muito embora na vertente lírica, a ópera Fidelio é disso exemplo. Foi composta cinco anos depois, sobre um libreto que proclamava os valores da liberdade e da justiça contra o poder despótico, numa altura em que Viena era ocupada pela tropas francesas. Existem quatro aberturas para esta ópera, o que gera alguma confusão. A última versão conhece-se pelo nome de Abertura Fidelio e foi composta já em 1814. Distingue-se assim das aberturas Leonora 1, 2 e 3.
Entre-Beethoven, podemos ouvir Manuel Teles percorrer «as sombras róseas das nuvens laranjas» e as sonoridades telúricas do Concerto Tallahatchie composto pelo neerlandês Jacob Ter Veldhuis em 2001. O jovem saxofonista vencedor do Prémio Jovem Solista INATEL toca assim à frente dos seus colegas da Escola Profissional Metropolitana os dois andamentos desta obra cujo título é emprestado de uma língua indígena norte-americana e significa «Rio de pedras».
ORQUESTRA CLÁSSICA METROPOLITANA
L. v. Beethoven
Abertura Fidelio, Op. 72
Jacob Ter Veldhuis
Tallahatchie Concerto, para saxofone e orquestra
L. v. Beethoven
Sinfonia N.º 1, Op. 21
Manuel Teles saxofone
(Vencedor do Prémio INATEL Jovem Solista EPM)
Reinaldo Guerreiro maestro
PREÇO
15€ PLATEIA, 12€ BALCÃO