Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização de acordo com a nossa Política de cookies.
Apesar de serem dois trios com piano de igual modo inscritos na tradição musical vienense do século XIX, existem muitas diferenças entre o D. 898 de Franz Schubert e o Op. 101 de Johannes Brahms. A respeito do primeiro, o próprio compositor o descreveu como a «contraparte feminina» de outro trio por si composto na mesma altura. Foi tocado pela primeira vez numa «schubertíada», em janeiro de 1828, por ocasião da celebração do noivado de um nobre anfitrião. Não espanta, por isso, o ambiente descontraído e de camaradagem que o atravessa. Apresenta uma espontaneidade contagiante em que sobressaem melodias sucessivamente repetidas em diferentes tonalidades. Por sua vez, o Trio em Dó Menor de Brahms foi composto seis décadas mais tarde. É o último, o mais denso e aquele de menor duração entre os três que publicou. Representou na época um contributo inestimável para a revivificação da prática da música de câmara, numa altura em que as óperas de Wagner e a obras sinfónicas de grande aparato predominavam entre a preferência dos melómanos. A propósito, Clara Schumann escreveu as seguintes palavras no seu diário pessoal: «Nenhuma outra obra de Johannes me transportou assim por inteiro; o segundo andamento flui de tal modo suave que resulta maravilhosamente poético. Sinto-me tão feliz esta noite como já não me sentia há muito tempo.»
Trios com Piano
Solistas da Metropolitana
F. Schubert Trio com Piano N.º 1, D. 898
J. Brahms Trio com Piano N.º 3, Op. 101
Ana Pereira violino
Nuno Abreu violoncelo
Alexei Eremine piano
{{ errors.first('subscribeLink.email') }}