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Sons pela Cidade | Dois Mestres, Dois Tempos

Igreja de santo António
sáb 15 nov. 20:00

O seis últimos quartetos de cordas de Beethoven foram durante muito tempo menosprezados, entendidos como excessivamente complexos, até mesmo incoerentes. Hoje apresentam-se como obras-primas da maturidade de um génio. São marcos da História da Música, pela síntese de tradição e vanguarda. Podemos escutar neste concerto o Op. 132, onde, para lá de uma criatividade avassaladora, pasmam pelo meio alguns momentos de profunda compenetração espiritual. Acontece que a composição deste quarteto foi interrompida por um período de grave doença. Uma vez recuperado, acrescentou aos quatro andamentos inicialmente previstos essa peça que intitulou «Cântico sagrado de agradecimento de um convalescente à divindade». Esta é uma faceta de Beethoven que vale a pena conhecer melhor. Segue-se o Op. 73 de Chostakovitch, um dos poucos exemplos do repertório para quarteto de cordas que resiste a seu lado. Data de 1946 e foi escrito imediatamente após o final da Segunda Grande Guerra.  É impossível, por isso, dissociá-lo do dramatismo daquele momento histórico, como evocação de um dos capítulos mais sangrentos da História da Humanidade. Ainda assim, também transmite esperança no futuro, aqui e ali «apimentado» com o sarcasmo sempre presente na música do compositor russo.

 

Dois Mestres, Dois Tempos
Solistas da Metropolitana

L. v. Beethoven Quarteto de Cordas N.º 3
D. Chostakovitch Quarteto de Cordas N.º 3

Ana Pereira, José Pereira violinos
Joana Cipriano viola
Nuno Abreu violoncelo

 

Entrada gratuita sujeita à lotação dos espaços | M/6
Todos os espetáculos são acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada

Mais informações em: dmc.dac@cm-lisboa.pt / 218 170 900

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