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O Trio de Cordas costuma juntar, na maioria dos casos, um violino, uma viola e um violoncelo. Este programa reúne, todavia, três trios com uma formação ligeiramente diferente: dois violinos e uma viola. Destaca-se primeiro o nome de Antonín Dvořák, que no domínio da música de câmara é sobretudo reconhecido pelos Quartetos e Quintetos de Cordas, os formatos cuja configuração coincide com as expectativas de uma tradição clássica mais convencional. Em sentido contrário, o Terzetto e as 4 Miniaturas são peças que descobrem a dimensão mais informal do universo criativo do compositor checo, já que resultaram de uma circunstância fortuita. No início de 1887, sua mãe alugava um quarto a um jovem estudante de Química que recebia aulas de violino particulares. Dvořák, que tocava viola, aproveitou a ocasião para se juntar ao aluno e ao professor, compondo para tal os quatro andamentos do Terzetto. Estes revelaram-se, no entanto, tecnicamente inacessíveis às capacidades técnicas do jovem. Nasceram assim as 4 Miniaturas, ligeiramente mais fáceis, mas com desenhos melódicos irresistíveis. Pelo meio, ouve-se aqui a música de Zoltán Kodály, uma figura incontornável do panorama musical húngaro da primeira metade do século passado. Composta em 1920, este seu Op. 12 destina-se aos mesmos instrumentos, muito embora não se saiba de qualquer relação com aquelas composições de Dvořák. No seu caso, optou por chamar-lhe Serenata, porventura para realçar a disposição lúdica e convivial que atravessa a partitura.
SOLISTAS DA METROPOLITANA
A. Dvořák 4 Miniaturas, Op. 75a
Z. Kodály Serenata, Op. 12
A. Dvořák Terzetto em Dó Maior, Op. 74
Alexêi Tolpygo violino
Ágnes Sárosi violino
Irma Skenderi viola
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