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Na vez de «octeto», mais apetece chamar-lhe concerto para oito solistas, tal é o protagonismo das diferentes partes em alternância. O Deutsch 803 de Franz Schubert foi escrito em 1824, em resposta à encomenda de um aristocrata de Viena que tocava clarinete, o que explica que este instrumento sobressaia do conjunto em inúmeras ocasiões. Acontece, porém, que o mesmo se verifica a respeito do fagote, da trompa ou de cada uma das cordas intervenientes. Resulta daqui uma composição que desafia cada um dos intérpretes, sem exceção, e também quem escuta. É quase uma hora de música que passa ao ritmo de uma história que se conta, ou de uma conversa que se tem. É música em estado puro: ora inquieta, ora serena, por vezes exaltante, outras cordata e até mesmo elegante, a discorrer cristalina, cuidada por alguém a quem parece nunca terem faltado ideias.
Octeto de Schubert
Quinta-feira, 8 de outubro, 21h00, Igreja da Boa Hora
Solistas da Metropolitana
F. Schubert Octeto em Fá Maior, D. 803
Nuno Silva clarinete
Lurdes Carneiro fagote
Daniel Canas trompa
José Pereira, Nuno Rodrigues violinos
Joana Cipriano viola
Nuno Abreu violoncelo
Vladimir Kouznetsov contrabaixo
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