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Foi no ano de 1937 que morreram os quatro compositores cujas obras são tocadas neste arranque de mais uma temporada da Orquestra Académica Metropolitana. Fechava-se então o pano sobre uma geração de músicos que viveu com fervorosa juventude a transição do século; que privou de perto com as vicissitudes da Primeira Grande Guerra e celebrou o Armistício de 1918; que enfrentou com maturidade os «années folles» e a crise económica da Grande Depressão. Nesse punhado de décadas, a criação musical soube dialogar com um mundo cheio de contradições, buscando propósito em influências tão diversas como o «estilo antigo» dos séculos XVII e XVIII, que se projeta na suíte Ballet de Cour de Gabriel Pierné, ou a inspiração romântica de Chopin, que atravessa o estudo para piano Op. 4/3 de Karol Szymanowski, aqui transfigurado em versão para orquestra. Também os espetáculos de bailado deram palco a muitos músicos, tais como o compositor d’O Festim da Aranha, Albert Roussel. E, ainda, a espontaneidade do Jazz, que sobressai no Concerto para Piano de Maurice Ravel – lembra-nos isto que também George Gershwin desapareceu em 1937.
O Ano da Morte de Ravel
Orquestra Académica Metropolitana
G. Pierné Pavane et Saltarello, 4.ª peça da suíte Ballet de Cour [+]
M. Ravel Concerto para Piano e Orquestra em Sol Maior [+]
K. Szymanowski Estudo em Si Bemol Maior, Op. 4/3 (transc. G. Fitelberg) [+]
A. Roussel O Festim da Aranha, Op. 17 [+]
Marta Mata* piano
A anunciar direção musical
* 1.º Prémio ex aequo do Concurso Fundação INATEL 2019
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