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De Veneza aos Mil Lagos 

Instituto de Higiene e Medicina Tropical
sex 27 mar. 19:00

7€

Reservas e informações: relacoespublicas@metropolitana.pt

A música leva-nos até diferentes épocas e geografias. Mais do que a pintura ou a literatura, habita e transforma os lugares. E tudo isto através de som que, efetivamente, acontece. Tratando-se de repertório centenário, projetam-se diferentes vidas e cenários. Estamos, portanto, no século XVIII. Primeiro, em Veneza, com duas figuras emblemáticas da cidade italiana. Os concertos para cinco partes instrumentais compostos por Albinoni na década de 1720 eram presença assídua nos salões privados, nos círculos académicos e nos majestosos palácios plantados à beira dos canais – os Solistas da Metropolitana confiam aqui as partes solistas ao oboé e à trompete. Por seu turno, Antonio Vivaldi destinou mais de trinta concertos a algum(a) fagotista virtuoso em atividade no Ospedale della Pietà, um convento que abrigava jovens femininas de filiação incerta ou oriundas de famílias pobres. No caso do famoso RV 484, e para lá da vertigem dos arpejos, as passagens líricas são amplas e ornamentadas, com rasgos tempestuosos no último andamento. Rumamos depois à Terra dos Mil Lagos – não à Finlândia, mas a essa outra situada na região de Meclemburgo, no nordeste da Alemanha. Foi nas margens do Lago Schwerin que, três décadas mais tarde, Johann Wilhelm Hertel compôs este Concerto para Oboé e Trompete.

 

De Veneza aos Mil Lagos
Solistas da Metropolitana

T. Albinoni Concerto a Cinque, Op. 9/3 (oboé, trompete e cordas)
A. Vivaldi Concerto para Fagote, RV 484
J. W. Hertel Concerto para Oboé e Trompete

Sally Dean oboé
Lurdes Carneiro fagote
João Moreira trompete
Sérgio Silva cravo
Nuno Rodrigues, Nonna Manicheva violinos
Andrei Ratnikov viola
Nuno Abreu violoncelo
Vladimir Kouznetsov contrabaixo

 

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