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Cordas com Brahms e Nielsen

Museu Nacional da Música
sex 25 mar. 18:00

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas ao longo de toda a carreira. O segundo data de 1873 e, ao longo de meia hora, convida-nos a percorrer ambientes que alternam entre o lamento e a inquietação. Ainda assim, é música que nos envolve em encantamento e tranquilidade, em virtude da beleza com que as melodias se entrelaçam e da clarividência com que o tudo se desenrola. Sendo música, é uma conversa que se estende ao longo de quatro andamentos e que acompanhamos como a naturalidade que só os grandes compositores conseguem transmitir – como se não pudesse ser de outra maneira. Na década seguinte, Carl Nielsen juntou àquela mesma formação instrumental uma segunda viola d’arco e compôs o seu único quinteto de cordas, na linhagem dos três quintetos de cordas do próprio Brahms, mas também de Beethoven, Mendelssohn e Schubert. É uma obra de início de carreira que ainda não reflete aquela singular impressão que o compositor dinamarquês cunhou na História da Música, sobretudo no capítulo da música sinfónica. Ainda assim, é música de câmara de primeira água. Merece bem a pena dedicar meia hora do nosso tempo a esta partitura tão cuidada no modo efervescente como articula melodias de cariz popular e ritmos dançáveis com recursos técnicos herdados dos clássicos.

 

Cordas com Brahms e Nielsen
Solistas da Metropolitana

J. Brahms Quarteto de Cordas N.º 2
C. Nielsen Quinteto de Cordas

Alexêi Tolpygo, Ágnes Sárosi violinosIrma Skenderi, Valentin Petrov violasAna Cláudia Serrão violoncelo

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