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EPM em Alcântara inaugura Ciclo Música na Freguesia

É o primeiro concerto de um ciclo que se estenderá para o próximo ano e que procura descentralizar a música clássica pela cidade. O protocolo vai ser assinado com a Junta de Freguesia de Alcântara e esta tarde já há música. A entrada é livre.

A Biblioteca de Alcântara recebe esta tarde, às 18h00, o primeiro “Música na Freguesia”, um ciclo de música de câmara que se inicia hoje ao abrigo de um protocolo que a Escola Profissional Metropolitana (EPM) vai assinar com a Junta de Freguesia de Alcântara, o território onde está sediada a Metropolitana.

O Ensemble de Clarinetes, o Quinteto de Sopros, o Quinteto de Metais e o Saxofones da Metropolitana, agrupamentos constituídos com alunos da EPM, vão interpretar obras de Astor Piazzola, Richard Galliano, Clare Grundman, Eurico Carrapatoso, Samuel Scheidt, Johann Christoph Pezel, Sonny Kompanek e Bernardo Pereira.

Tânia Cerqueira e Lino Guerreiro, diretores pedagógicos da Escola Profissional Metropolitana

“Esta é mais uma experiência que permite aos nossos alunos terem outros palcos para tocar e, ao mesmo tempo, descentralizar a prática artística da EPM e da Metropolitana”, explica Lino Guerreiro, um dos diretores pedagógicos da EPM.

Para o responsável, “este protocolo que vai ser assinado é mais uma etapa na boa relação com a Junta de Freguesia de Alcântara, que não é de agora”. Lino Guerreiro sublinha que “é muito importante e estimulante para os alunos a possibilidade de tocarem em público mais vezes”.

O protocolo prevê ainda mais dois concertos este ano letivo e o prolongamento para a próxima temporada. “Temos aqui muito caminho para percorrermos juntos e isso deixa-nos muito satisfeitos”, afirma o músico, que deixa no ar a possibilidade de no próximo ano este protocolo estender-se a outras freguesias de Lisboa. “Para já, faz sentido com Alcântara, porque é cá que é a nossa casa, mas gostaríamos de ir para outras freguesias”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, “trabalhar em rede na área da cultura e da educação é um dos objetivos” que têm vindo a ser alcançados. “Este protocolo permite que uma escola da freguesia dedicada ao ensino musical, em que a maior parte dos seus alunos reside e movimenta-se na nossa comunidade, possa atuar e evoluir em equipamentos detidos pela freguesia ou pelo município”, afirma David Amado.

O autarca esclarece que o “premiar o mérito é uma das componentes principais deste protocolo, uma vez que está prevista a atribuição de prémios aos melhores alunos da EPM”. Por outro lado, o presidente da Junta reconhece que “este trabalho conjunto tem permitido aos residentes da freguesia assistirem a concertos de música clássica em novos espaços culturais e outros locais emblemáticos que muita gente não conhece”. David Amado sublinha a “evolução do trabalho da Metropolitana e o ensino de excelência que pratica, o que tem contribuído para a afirmação do seu projeto no contexto da Área Metropolitana de Lisboa”.