Os músicos portugueses Catarina Koppitz (violoncelo) e João Vargas (contrabaixo), antigos alunos da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), foram selecionados para a Orquestra de Jovens da União Europeia (EUYO). Os dois profissionais integram o grupo de oito músicos portugueses que foram escolhidos como membros efetivos.

Fundada há mais de 30 anos, a Orquestra de Jovens da União Europeia, dirigida pelos maestros Vasily Petrenko, Bernard Haitink e Vladimir Ashkenazy, reúne os mais talentosos jovens instrumentistas de cada um dos 27 países da União Europeia, contando atualmente com 162 músicos.
“Fiquei mesmo muito feliz com a notícia! No ano passado fui selecionada para ser chefe de naipe dos violoncelos da EUYO e infelizmente, devido à situação pandémica, só se pôde realizar um pequeno projeto em Grafenegg no mês de Outubro. No entanto, só com este projeto, deu para perceber o ambiente fantástico e acolhedor da orquestra e deixa-me muito feliz poder fazer parte da mesma este ano”, confessou à Metropolitana Catarina Koppitz.

A violoncelista, que fez o seu percurso “muito enriquecedor” na Metropolitana entre 2013 e 2016, considera dever muito à casa, “especialmente ao professor Paulo Gaio Lima, ao maestro Jean-Marc Burfin e ao professor e maestro Pedro Neves”: “eles fizeram-me evoluir musicalmente, tecnicamente e, sobretudo como pessoa”.
“Neste momento tenho um contrato temporário na Bielefelder Philharmoniker , após ter acabado a minha academia de dois anos na Philharmonisches Staatsorchester Hamburg. Paralelamente, estou a finalizar o meu mestrado em música de câmara e orquestra na Robert Schumann Hochschule, em Düsseldorf”, prossegue a antiga aluna da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO).
Também na Alemanha está João Vargas, o outro antigo aluno da Metropolitana agora selecionado para a Orquestra de Jovens da União Europeia. “Poder fazer parte desta orquestra novamente é algo que me deixa extremamente feliz. É um objetivo para o qual trabalhei muito. Com a EUYO vivi momentos inesquecíveis que estou ansioso para poder repetir este verão”, afirma o jovem.

João estudou nove anos na Metropolitana, entre 2006 a 2015. “Fiz o percurso inicial da minha carreira como músico todo nesta instituição e tornou-se como uma segunda casa para mim. Toquei em todas as orquestras e fiz muitos projetos, sendo que é um lugar que tem um carinho muito especial para mim”, sublinha.
O contrabaixista vai começar, já em abril, um mestrado na Universität der Künste Berlin. “Depois de ter terminado o Mestrado em performance em Roterdão, na Codarts, no verão de 2020, decidi mudar-me para Berlim para continuar os meus estudos”, conclui.
Para o diretor pedagógico da Metropolitana, “a escolha destes dois ex-alunos é uma excelente notícia”. “É sempre uma alegria e orgulho enorme quando os nossos alunos, ou ex-alunos, são premiados e distinguidos nacional e internacionalmente”, afirma Yan Mikirtumov, para quem “este facto revela a qualidade da instituição onde estudaram e do corpo docente com quem estudaram”. O responsável, que é também presidente do Conselho de Direção da ANSO, sublinha que “notícias destas são sempre um sinal de estímulo para os alunos que frequentam a Metropolitana, mas, sobretudo, um sinal de confiança para os alunos que pretendem ingressar na ANSO no futuro próximo”.
Em tempos de pandemia, foi necessário ajustar o calendário e as práticas da Orquestra da União Europeia ao novo contexto. As audições para esta temporada decorreram pela primeira vez de modo online. Quanto ao calendário, está prevista uma digressão de verão e uma residência de outono, em Ferrara, em Grafenegg e no Bolzano Festival Bozen.