Dois alunos da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO) da Metropolitana vão realizar um estágio internacional que vai decorrer em Bari, Itália, entre os dias 15 e 30 de julho. O trabalho da Metropolitana não para de ser reconhecido.

Marta Miranda (flauta) e António Andrade (fagote), alunos do Curso de Instrumentista de Orquestra da ANSO, vão participar no projeto Mediterranean Philarmonic Orchestra, que vai reunir jovens músicos de excelência oriundos de vários países do sul da Europa, entre 15 e 30 de julho, em Bari, Itália.
O estágio, inserido num programa regional da União Europeia, realiza-se no Instituto Agronómico Mediterrânico de Bari, presidido por Maurizio Raeli. A orquestra filarmónica, à qual estará associada também a Jazz Studio Orchestra, será dirigida pelo conceituado maestro Paolo Lepore.
Ao longo de duas semanas, os dois alunos da Metropolitana terão sessões diárias de prática, ensaios e também aulas mais individualizadas, estando prevista a realização de quatro a cinco concertos em digressão e visitas a locais de elevado interesse cultural e turístico.
“Ficámos muito felizes e honrados com a notícia, porque este estágio visa facultar aos alunos uma experiência profissional e educacional ao mais alto nível, paralelamente a um enriquecimento humano e intercâmbio de culturas”, revela Nuno Bettencourt Mendes, diretor pedagógico da Metropolitana.
Para Marta Miranda, de 20 anos, esta será “a primeira experiência do género”. Aluna da ANSO há três anos, conta que a Itália sempre foi um país que quis conhecer. “Nunca lá fui e sempre desejei muito, portanto, obviamente fiquei muito feliz com esta possibilidade”, afirma.
A jovem flautista espera “conhecer novas pessoas, com mais experiência” e está segura de que vai “aprender muito”. “Espero que estes dias me ajudem a evoluir e a crescer enquanto instrumentista e enquanto pessoa”, sublinha Marta Miranda, para quem “este tipo de estágios é importante também a médio prazo porque pode ser uma oportunidade no futuro”. “Pode ser que mais tarde me chamem para tocar. Seria excelente”, admite.
Já António Andrade recorda que quando recebeu a notícia ficou “muito surpreendido”. “Pensei que a escola fosse optar pelos alunos mais velhos, mas fiquei muito feliz porque esta é uma oportunidade que não acontece todos os dias”, afirma, enfatizando que “é preciso aproveitar todas as possibilidades que chegam”.
Aluno do primeiro ano da ANSO, António acredita que o estágio em Bari será “uma experiência para levar para toda a vida”. “É fundamental para a nossa formação musical”, confirma o jovem de 18 anos, que toca fagote.
O músico diz-se “muito entusiasmado” com o primeiro ano de estudos na ANSO. “É tudo novo para mim, e tenho vindo a adaptar-me à escola, aos colegas e aos professores, tentando aprender com todos, quer em aula, quer em orquestra”, afirma, dizendo que tem “gostado bastante”. “Não poderia ter escolhido melhor do que a Metropolitana, sem sombra de dúvida”.
Os dois alunos da Metropolitana foram selecionados entre centenas de candidaturas institucionais de várias escolas e faculdades superiores de música de diversos países europeus.