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Retrato Póstumo de Ludwig van Beethoven datado de 1860 | Fonte: BnF Gallica

15/09/2020

A Segunda Sinfonia de Beethoven


Beethoven compôs a Segunda Sinfonia num dos períodos mais difíceis da sua vida, atormentado pela progressiva surdez que o iria acompanhar o resto da vida. Revela, porém, um ânimo combativo, disposto a superar contrariedades que vão além da condição humana.

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Boa parte da Segunda Sinfonia de Beethoven foi escrita em 1802, no mesmo período em que os sintomas da surdez do músico tomaram proporções irreversíveis. Por essa razão, esta sinfonia surpreende pela clarividência e pela determinação que transmite. Foi estreada em abril de 1803 em Viena, conjuntamente com o Terceiro Concerto para Piano e Orquestra e a oratória Cristo no Monte das Oliveiras. Em quatro andamentos, desenha um percurso que nunca convida à desistência.

Tem início com uma longa introdução em tempo lento. Abre-se depois o livro, com temas melódicos plenos de vivacidade, entrelaçados de firmeza e generosidade expressivas. No segundo andamento instala-se um ambiente que é adjetivado por alguns como indolente, como se combatesse a imensidão da dor com uma indiferença provocadora. Segue-se um Scherzo, no lugar do Minueto que se esperaria. Aí invade-nos um registo jocoso que faz esquecer o entretenimento centenário das reverências palacianas. A terminar, sobressai a fogosa determinação que viria a tornar-se «imagem de marca» de Beethoven.

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