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Luca Francesconi

Compositor

Luca Francesconi estudou Composição com Azio Corghi, Karlheinz Stockhausen e Luciano Berio, e Jazz no Boston Berklee College of Music. Foi ainda assistente de Luciano Berio entre 1981 e 1984.

Em 1990 fundou a AGON (Agon Acustica Informatica Musica) em Milão, um centro de pesquisa musical dedicado à produção e às novas tecnologias. É autor de mais de uma centena de obras para agrupamentos diversos, que se estendem desde o solo à grande orquestra com multimédia, tendo recebido encomendas das mais prestigiadas instituições internacionais. Entre as mais recentes, destacam-se as seguintes: o concerto para violino e orquestra Duende – The Dark Notes, estreado por Leila Josefowicz, violinista premiada pela Royal Philharmonic Society Award no festival The BBC Proms, ao lado da maestrina Susanna Mälkki; o Concerto para Piano, encomenda da Casa da Música (Porto) estreada por Nicolas Hodges e pelo maestro Jonathan Stockhammer; Dentro non ha tempo, uma encomenda da Orquestra do La Scala e tributo a Luciana Abbado Pestalozza, dirigida por Esa-Pekka Salonen; Macchine in Echo, concerto para dois pianos e orquestra encomendado pela Westdeutsche Rundfunk Köln, estreado pelo duo Grau-Schumaker e pelo maestro Peter Rundel; das Ding singt, concerto para violoncelo e orquestra encomendado pelo Festival de Lucerna, estreado por Jay Campbell e pelo maestro Matthias Pintcher; a ópera Trompe-La-Mort, com libreto do compositor baseado em Honoré de Balzac, encomenda da Ópera da Bastilha estreada em Paris, em março de 2017; Daedalus, para flauta e ensemble, escrita para o Boulez Ensemble e para Emmanuel Pahud, estreada em janeiro de 2018 na Pierre Boulez Saal (Berlim), sob a direção de Daniel Baremboim, que também encomendou a obra. A ópera Quartett (com libreto do compositor, baseado em Heiner Müller) encomendada pelo La Scala em 2011, com direção cénica do grupo La Fura del Baus (distinguida com o Prémio da Crítica Franco Abbiati 2011), foi apresentada mais de oitenta vezes por todo o mundo, com sete produções diferentes. Uma nova produção de Quartett estreou em abril de 2019 e, exemplo raro no panorama da ópera contemporânea, irá regressar à cena do La Scala em outubro.

Encontra-se, atualmente, em Timão de Atenas, a trabalhar numa nova ópera para a Ópera do Estado Bávaro em Munique, agendada para 2020 com a direção de Kent Nagano. Trabalha simultaneamente num novo concerto para violino para Patricia Kopatschinskaia.

Também maestro, Luca Francesconi ensina há 35 anos em conservatórios italianos e em masterclasses por todo o mundo. É professor e diretor do Departamento de Composição da Musikhögskolan de Malmö, na Suécia.

Na sequência de ter abandonado a direção do AGON em 2004, fundou nesse mesmo ano o Festival Connect em Malmö. Em 2005 fundou o «Musical Invention Lab» na Settimane Musicali di Stresa com o ensemble norueguês BIT 20 em residência. Entre 2008 e 2011, foi Diretor Artístico da Biennale Musica de Veneza, onde concebeu quatro festivais. Durante esta importante experiência encomendou várias obras musicais (com o Leão de Ouro atribuído a Lachenmann, Kurtág, Eötvös e Rihm) com o envolvimento das forças criativas da cidade de Veneza. A ideia principal foi experimentar novos formatos em eventos polissensoriais de «geometria variável», denominada EXIT, a qual permite transformar profundamente a perceção da música contemporânea, com relações cruzadas de diferentes disciplinas artística e com instalações de configurações abertas no tempo e no espaço.

Em 2011 foi nomeado Consultor Artístico do Festival Ultima de Oslo. Em 2010 venceu o Prémio Feltrinelli atribuído pela Accademia dei Lincei em Rome e o Prix Italiques.