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FUNDAÇÃO ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA


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Este programa dá a ouvir duas obras marcantes do repertório existente para duas formações instrumentais muito semelhantes: o quarteto de cordas, com dois violinos, viola d’arco e violoncelo, e o quinteto de cordas, onde se junta um contrabaixo. Antonín Dvořák entendeu ser esta última, precisamente, a instrumentação ideal para afirmar a sua identidade criativa. Apesar de só ter sido publicado em 1888, o Quinteto de Cordas Op. 77 tinha sido composto em 1875, um ano de viragem na sua carreira, quando o domínio das técnicas clássicas já estava amplamente consolidado. Para trás, ficava o fascínio pela estética progressista de Wagner. Era tempo de florescer o seu entusiasmo pela música tradicional da Boémia. No segundo andamento desta obra já se vislumbram as melodias pungentes e os ritmos vigorosos que lhe valeram o sucesso.

            

Largas décadas antes, Beethoven também protagonizara uma importante rutura estilística, quando em 1801 publicou o seu primeiro livro de quartetos de cordas. O Op. 18 consiste em seis peças que se inscrevem na tradição clássica herdada de Haydn e Mozart. O N.º 4 foi o último a ser completado e o único de que não nos chegaram quaisquer esboços preparativos da composição. Presume-se, por isso, que tenha sido composto num só fôlego. Em tonalidade menor, distingue-se pela espontaneidade expressiva e por atravessar ambientes muito diversos. Depois da intensidade dramática do início, esperar-se-ia um segundo andamento lento. Em vez disso, surge um Scherzo que nos entretém por entre jogos contrapontísticos. O Minueto relembra a disposição do primeiro andamento, mas não dispensa o Trio, a tradicional secção intermédia de estilo galante. O fulgor do Allegro final é reminescente da música popular cigana. É então que se vislumbra a irreverência e o voluntarismo que apontavam caminho às oito sinfonias que lhe restava compor, o anúncio de um novo capítulo da História da Música.

 

Por motivo de força maior (doença súbita de um dos solistas) a obra de K. Penderecki será substituída por uma obra de Beethoven

 

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Solistas da Metropolitana


Sábado, 18 de maio, 19h00, Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

“A Metropolitana no Dia Internacional dos Museus”

 

A. Dvořák Quinteto de Cordas N.º 2, Op. 77

L. van Beethoven Quarteto de Cordas N.º 4, Op. 18

 

Romeu MadeiraCarlos Damas violinosSérgio Sousa violaNuno Abreu violonceloVladimir Kouznetzov contrabaixo