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FUNDAÇÃO ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA


Ravel, Braga Santos

Ravel escreveu o seu único Quarteto de Cordas entre dezembro de 1902 e abril de 1903. Contava então 27 anos de idade e propunha-se assim ao «Prix de Rome», a célebre bolsa de estudos concedida pelas autoridades francesas a compositores emergentes, permitindo que estes estudassem durante uma temporada em Itália. A obra fez-se ouvir no Conservatório de Paris, mas a receção não foi favorável. Já então, a música de Ravel distinguia-se pela elegância e por uma clareza formal herdeira dos grandes mestres do barroco francês. Mas não era apreciada por todos. Debussy achava-se entre aqueles que o defenderam incondicionalmente.

Melhor sorte teve o compositor português Joly Braga Santos. Apesar de viver num país à época debruçado sobre si mesmo, teve a oportunidade de receber duas bolsas do Instituto de Alta Cultura para estudar em Itália. A primeira ocasião aconteceu no verão de 1948, permitindo-lhe estudar direção de orquestra com Herman Scherchen, em Veneza. Esperou depois até 1957 para conhecer melhor a vida cultural de várias cidades italianas, durante dois anos. Então acompanhado por sua esposa, foi a ela que dedicou o Quarteto de Cordas N.º 2, composto em Milão no final desse primeiro ano. Os três andamentos desta obra, precedente do maior experimentalismo em que se empenhou na década de 1960, respiram fundo as sonoridades modais arcaizantes que nunca abandonaram a sua imaginação criativa. Curiosamente, só foi estreada postumamente, já em 1989, com o Quarteto Capela no Teatro Nacional de São Carlos.

 

 

Ravel, Braga Santos

 

Solistas da Metropolitana

 

Sábado, 5 de maio, 16h00, Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa 

 

J. Braga Santos Quarteto de Cordas N.º 2, Op. 27

M. Ravel Quarteto de Cordas, M. 35

 

Romeu MadeiraCarlos Damas violinosBarbara Friedhoff violaJian Hong violoncelo