A Suíte Pastoral de Chabrier

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Musicália

A Suíte Pastoral de Chabrier




A Suíte Pastoral de Chabrier
 
«Batalha de Hanau» (30-31 de outubro de 1813) | Pintura de Horace Vernet datada de 1824 | Fonte: Wikimedia commons
 

A Sétima Sinfonia de Beethoven foi estreada num concerto de beneficência em favor dos militares austríacos que defrontaram as tropas de Napoleão Bonaparte na Batalha de Hanau. Ao encontro do espírito da cerimónia, três dos seus quatro andamentos têm um caráter esfuziante. Paradoxalmente, são os compassos dolentes do andamento lento que lhe são hoje mais conhecidos.

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Frédéric Chopin tocando no salão dos Radziwiłłs em 1829 (pintura de Henryk Siemiradzki, 1887) | Fonte: Wikimedia Commons
 
Os concertos para piano de Chopin sempre gozaram de grande popularidade. Mas também têm sido objeto de críticas depreciativas. Sobretudo, estas opiniões focam aspetos relacionados com a construção formal e com a orquestração. Alheiam-se, todavia, de algo essencial: o impacto da vertente performativa como conteúdo estético. Chopin nunca quis escrever sinfonias. Quis, porventura, exibir a sua genialidade, mas sobretudo afetar intensamente o ouvinte com a sua presença. Nesse sentido, foi um verdadeiro mestre da Sedução.

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Viajante Sobre o Mar de Névoa (Pintura de Caspar David Friedrich, 1818) | Fonte: Wikimedia Commons
 
O sentimentalismo artificioso e a afetação emocional intensa tornaram-se recursos dramáticos abundantes no domínio das artes, por vezes excessivos. É certo que são muito eficazes na captação da atenção do espectador, mas provocam frequentemente reações de repulsa e saturação. Afinal, são questões de afeto que dependem, em grande medida, da predisposição e disponibilidade de cada um. Assim, para lá de fascínios e encantamentos, a música de Chopin é liminarmente rejeitada por muitos. Nesses casos, é impossível apreciar os preciosos detalhes que a fizeram tão radicalmente moderna e original no seu tempo.

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Emmanuel Chabrier em 1880. Pintura a óleo de Edouard Manet | Fonte: Wikimedia commons
 

A SUÍTE PASTORAL DE CHABRIER
 
A Suíte Pastoral de Emmanuel Chabrier resulta da orquestração de peças para piano que o compositor e pianista francês completou em 1880. Do conjunto das Dez peças pitorescas, escolheu Idylle, Danse Villageoise, Sous Bois e Scherzo-Valse. São quatro miniaturas musicais, um turbilhão de sonoridades cristalinas, ambientes rústicos, entrelaçados tímbricos difusos de pendor impressionista que contrastam com ritmos exuberantes.

 
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    O compositor e pianista francês Emmanuel Chabrier só se dedicou inteiramente à profissão de compositor por volta dos quarenta anos de idade. Ainda assim, foi a tempo de se tornar numa das figuras mais notáveis da cena artística parisiense da década de 1880. Por essa altura, quando também os pintores impressionistas rompiam convenções em exposições particulares, a sua música distinguia-se da maior parte daquela que se praticava na capital francesa, dominada pelas canções e peças para piano que se ouviam em requintados salões, para lá da incontornável ópera cómica.

 

    Chabrier compôs quatro óperas e poucas mais obras orquestrais. Entre estas últimas, destaca-se a rapsódia orquestral España, de 1883, por ser a mais conhecida. Mas também a Suíte Pastoral, a qual resulta da orquestração de quatro peças escolhidas entre as Dez peças pitorescas para piano que tinha composto em 1880 durante um período de férias passado numa praia da Normandia. Os dez pequenos poemas musicais inspiravam-se nas paisagens e ambientes rústicos que teve então a oportunidade de conhecer. E logo despertaram a atenção de músicos como César Frank, pela sugestão de sonoridades neobarrocas, vagamente evocativas de François Couperin e Jean-Philippe Rameau. Nos anos que se seguiram, o próprio compositor orquestrou quatro delas, as quais veio a estrear na qualidade de maestro em novembro de 1888, em Angers.



 

Beethoven e a Apoteose da Dança

 

Orquestra Académica Metropolitana
Direção Musical: Jean-Marc Burfin e/ou Alunos do Curso de Direção de Orquestra da ANSO

 

Emmanuel Chabrier Suíte Pastoral

 

Sexta-feira, 9 de novembro de 2018, Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa

 

Sábado, 10 de novembro de 2018, Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal

 

Domingo, 11 de novembro de 2018, Grande Auditório da Culturgest, Lisboa

 

 
      
Béla Bartók em 1927 | Fonte: Wikimedia commons
 
Béla Bartók passou o verão de 1931 numa localidade austríaca próximo do lago Mondsee, onde foi convidado para ensinar num curso de verão frequentado por jovens músicos austríacos e norte-americanos. Imerso na tranquilidade daquelas paisagens, dedicou as horas vagas à orquestração de várias peças suas para piano que coincidiam na apropriação de ritmos e melodias da música tradicional do seu país. As Imagens Húngaras convidam-nos, deste modo, a fazer uma curta viagem por terras magiares.

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Moeda comemorativa da Batalha de Hanau. Na cara, o cumprimento de Alexandre I da Rússia, Frederico Guilherme III da Prússia e Francisco I da Áustria.
 
Contrariando a opinião corrente de que o génio romântico é um sujeito inevitavelmente incompreendido pelos que o rodeiam, a estreia da Sétima Sinfonia de Beethoven, em 1813, foi um assinalável sucesso. Já antes, o compositor alemão havia alcançado a fama e tornara-se num dos compositores mais respeitados da época, em particular no domínio da música instrumental, já que Rossini começava a conquistar os teatros líricos de toda a Europa.

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Piano Broadwood & Sons de 1827 | Fonte: Wikimedia Commons
 
Quando Frédéric Chopin chegou a Paris, em setembro de 1831, já tinha apresentado o Concerto em Mi Menor em Vratislávia, Viena e Munique. Seguiu-se a Salle Pleyel, em fevereiro de 1832, onde a receção foi de tal modo favorável que se abriram as portas dos salões parisienses mais bem frequentados.

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Praga em 1853 | Pintura de Ferdinand Lepié | Fonte: Wikimedia Commons

 

W. A. Mozart esteve em Praga em três ocasiões: primeiro no início de 1787, depois em outubro e novembro do mesmo ano, e ainda pouco antes do final da vida, em 1791. As suas obras que estão mais estreitamente ligadas à história daquela cidade são as óperas As bodas de FigaroDon Giovanni e La Clemenza de Tito. Mas também a Sinfonia Praga. Curiosamente, quando esta obra foi composta, em 1796, o compositor não tinha em mente a capital checa, mas sim uma viagem a Inglaterra.

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