Artistas Associados

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Temporada 2018 / 2019

Artistas Associados 2018 / 2019



Krzysztof Penderecki


KRZYSZTOF PENDERECKI

 

Multiplamente galardoado, o maestro e compositor Krzysztof Penderecki é um dos músicos mais prestigiados da sua geração. Inúmeras obras da sua autoria, tais como Trenodia para as vítimas de Hiroshima (1960), Paixão Segundo São Lucas (1966), o Concerto para Violoncelo N.º 2 composto em 1982 para Mstislav Rostropovich, o Requiem Polaco (1984), a Sinfonia N.º 3 (1995), o Concerto para Violino N.º 2 (Metamorphosen) escrito em 1995 para Anne-Sophie Mutter, a Sinfonia N.º 7 (The Seven Gates of Jerusalem; 1996) e o Duplo Concerto (2012) composto para Janine Jansen e Julian Rachlin, apenas para mencionar alguns, são consideradas obras-primas do nosso tempo.

 

Para lá da composição, Krzysztof Penderecki desenvolveu ao longo dos anos uma carreira notável enquanto maestro. Foi Maestro Convidado da Orquestra NDR da Filarmónica do Elba (Hamburgo) e da Orquestra Sinfónica MDR (Leipzig), Diretor Artístico do Festival Casals de Porto Rico (1992–2002), e Consultor Artístico do Festival de Música de Beijing. É, desde 2003, Diretor Artístico da Sinfonia Varsóvia, com a qual tem desenvolvido variados projetos. Trabalha regularmente com a Orquestra Sinfónica da Rádio Nacional Polaca e com a Sinfonia Iuventus – tendo gravado diversos álbuns com ambas –, e também com a Orquestra da Academia Beethoven, a Sinfonietta Cracóvia e a Orquestra Filarmónica de Varsóvia. Em 2014, Anna Schmidt realizou um documentário sobre a vida e obra de Penderecki intitulado Paths through the Labyrinth.

               

Da sua atividade recente, destaca-se o concerto de encerramento do Festival da Primavera de Praga com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Praga, as atuações com as orquestras Nacional de Espanha, Sinfónica da Galiza, Estatal de Weimar, Filarmónica de Dresden (onde é Compositor em Residência desde 2017, e com quem estreou em maio de 2018 a Sinfonia N.º 6), Sinfónica da Rádio de Berlim e a Mozarteum de Salzburgo, bem como uma digressão pela América Latina com a Sinfónica do Estado de São Paulo.

               

Ao longo dos anos, quer como compositor quer como maestro, recebeu inúmeros prémios. O mais recente foi o seu quinto Grammy Award (2017) pela Melhor Performance Coral (Penderecki já tinha sido galardoado com um Grammy em 1998, 1999, 2001 e 2013). Outras distinções incluem o Prémio Grand Art pelo Estado Federal da Renânia do Norte-Vestefália (1966), o Prémio Itália (1967), a Medalha de Ouro Sibelius (1967), o Prémio da Associação de Compositores Polacos (1970), o Prémio Arthur Honegger (1977), o Prémio Sibelius da Fundação Wihuri e o Prémio Nacional da Polónia (ambos em 1983), o Prémio Lorenzo il Magnifico (1985), o Prémio Grawemeyer para Composição Musical da Universidade de Louisville Grawemeyer (1992), o Prémio do Conselho Internacional de Música da UNESCO (1993), o Prémio Música da cidade de Duisburg (1999), o Prémio Cannes para «O compositor vivo do ano» (2000), o Prémio Príncipe das Astúrias (2001), o Prémio Romano Guardini da Academia Católica da Baviera (2002) e o Praemium Imperiale (Japão; 2004).

               

Desde 1990, Penderecki é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Alemanha e como Chevalier de Saint-Georges. Em 1995, tornou-se membro da Real Academia de Música de Dublin e, em 1998, membro da Academia Americana de Artes e Letras e da Academia de Belas Artes de Munique. É, desde 2006, Comandante da Ordem das Três Estrelas (Letónia) e membro da Ordem da Águia Branca (Polónia). Krzysztof Penderecki é, ainda, Professor e Doutor honorário em diversas universidades internacionais.

 

 

Pedro Proença

PEDRO PROENÇA

 

 

 

Pedro Proença nasceu no Lubango, Angola, em 1962. Como artista plástico, expõe com regularidade desde 1981, tendo formado o Movimento Homeostético com Ivo, Xana, Manuel João Vieira e Pedro Portugal, um grupo multidisciplinar para o qual escreveu dezenas de manifestos. Terminou o curso de pintura da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa em 1986. Tem feito dezenas de exposições individuais desde 1986, em locais como a Galeria Fucares, Madrid (1987), a Frith Gallery, Londres (1989), o Pallazo Ruspoli, Roma (1994), a Fundação Calouste Gulbenkian (1994), o Kunstverein de Frankfurt (1988), a Galeria Camargo Vilaça, São Paulo (1988), etc. Esteve presente no Aperto da Bienal de Veneza em 1988. O seu trabalho consiste na encenação da complexidade através de múltiplas pulsões estilísticas. Recebeu vários prémios, dos quais se destaca o Prémio União Latina. Publicou de sua autoria diversos livros de ensaio, poesia, ficção, tipografia, etc. Também ilustrou livros como a Bíblia e Os Lusíadas, assim como literatura infanto-juvenil e erótica. 

 

DSCH - SCHOSTAKOVICH ENSEMBLE

DSCH - SCHOSTAKOVICH ENSEMBLE

Diretor Artístico: Filipe Pinto-Ribeiro

 

 

O DSCH - Schostakovich Ensemble é um projeto de música de câmara sedeado em Lisboa desde a sua fundação pelo pianista Filipe Pinto-Ribeiro, em 2006, ano do centenário do nascimento do compositor Dmitri Schostakovich, a quem presta homenagem com o seu nome e a respectiva famosa assinatura musical DSCH.

 

Agrupamento musical de geometria variável, o DSCH - Schostakovich Ensemble constitui uma plataforma de encontro e interação de músicos de excelência de todo o mundo e tem sido considerado um dos projetos de música de câmara mais estimulantes do actual panorama internacional.

 

O vasto repertório do Schostakovich Ensemble integra obras de diversas épocas e estilos musicais, de Bach a Schumann, de Mozart a Messiaen, de Haydn a Webern, de Brahms a Ravel, de Beethoven a Dvořák, incluindo compositores portugueses e contemporâneos, como Sofia Gubaidulina, com a qual o Ensemble estabeleceu uma estreita colaboração.

 

Desde a sua estreia em 2006, o Schostakovich Ensemble apresenta a sua temporada de concertos em Portugal no Centro Cultural de Belém, tendo-se tornado Ensemble em Residência a partir de 2008.

 

Apresentou-se também em cidades portuguesas dfe norter a sul do país e em diversos países, como Alemanha, Espanha, França, Bélgica, Estónia, Suécia ou Rússia, com grande receptividade do público e excelentes recensões da crítica musical.

 

Ao longo da sua existência, tem contado com a participação de músicos do mais alto nível internacional como Corey Cerovsek, Adrian Brendel, Renaud Capuçon, José van Dam, Pascal Moraguès, Benjamin Schmid, Isabel Charisius, Jack Liebeck, Michel Portal, Gary Hoffman, Tatiana Samouil, Adriana Ferreira, Gérard Caussé, Cerys Jones, Christian Poltéra, Rosa Maria Barrantes, Lars Anders Tomter, Nicolas Altstaedt, Kyril Zlotnikov, Edgar Moreau, Tiago Pinto-Ribeiro, Ramón Ortega Quero, Pedro Carneiro, Silvia Careddu, Marcelo Nisinman, Anna Samuil, Eldar Nebolsin e Filipe Pinto-Ribeiro, entre outros.

 

Desde 2006, a RDP Antena 2 tem gravado vários dos seus concertos e, em 2009, o canal de televisão francês Mezzo transmitiu um concerto com obras de Haydn e Mendelssohn.

 

2018 é o o ano da estreia discográfica do Ensemble com a edição da primeira gravação mundial da Integral da obra de música de câmara para piano e cordas de Dmitri Schostakovich, numa edição da editora francesa Paraty com distribuição mundial da Harmonia Mundi.

 

O DSCH – Schostakovich Ensemble tem direção artística de Filipe Pinto-Ribeiro.