A Sétima Sinfonia de Beethoven

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Musicália

A Sétima Sinfonia de Beethoven




A Sétima Sinfonia de Beethoven
 
Emmanuel Chabrier em 1880. Pintura a óleo de Edouard Manet | Fonte: Wikimedia commons
 
Suíte Pastoral de Emmanuel Chabrier resulta da orquestração de peças para piano que o compositor e pianista francês completou em 1880. Do conjunto das Dez peças pitorescas, escolheu IdylleDanse VillageoiseSous Bois e Scherzo-Valse. São quatro miniaturas musicais, um turbilhão de sonoridades cristalinas, ambientes rústicos, entrelaçados tímbricos difusos de pendor impressionista que contrastam com ritmos exuberantes.

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Viajante Sobre o Mar de Névoa (Pintura de Caspar David Friedrich, 1818) | Fonte: Wikimedia Commons
 
O sentimentalismo artificioso e a afetação emocional intensa tornaram-se recursos dramáticos abundantes no domínio das artes, por vezes excessivos. É certo que são muito eficazes na captação da atenção do espectador, mas provocam frequentemente reações de repulsa e saturação. Afinal, são questões de afeto que dependem, em grande medida, da predisposição e disponibilidade de cada um. Assim, para lá de fascínios e encantamentos, a música de Chopin é liminarmente rejeitada por muitos. Nesses casos, é impossível apreciar os preciosos detalhes que a fizeram tão radicalmente moderna e original no seu tempo.

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«Batalha de Hanau» (30-31 de outubro de 1813) | Pintura de Horace Vernet datada de 1824 | Fonte: Wikimedia commons
 

A SÉTIMA SINFONIA DE BEETHOVEN
 
A Sétima Sinfonia de Beethoven foi estreada num concerto de beneficência em favor dos militares austríacos que defrontaram as tropas de Napoleão Bonaparte na Batalha de Hanau. Ao encontro do espírito da cerimónia, três dos seus quatro andamentos têm um caráter esfuziante. Paradoxalmente, são os compassos dolentes do andamento lento que lhe são hoje mais conhecidos.

 
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    Estreada em 1813, a Sétima Sinfonia de Beethoven é uma obra cheia de energia em que alternam as mais reconhecíveis tipologias das danças populares com arquétipos militares evidentes. Há, todavia, um momento de grande contraste. Trata-se do clima de afetação expressiva do segundo andamento, o mais famoso segundo andamento de todas as sinfonias do compositor. Nele repete-se insistentemente uma célula rítmica sobre a qual flutuam ideias melódicas muito persuasivas, estabelecendo-se um clima misterioso, ora idílico ora evocativo de uma experiência redentora.

 

    Nos restantes andamentos tem destaque a componente rítmica, dispensando-se por vezes a melodia, repetindo insistentemente uma mesma nota. De início ouve-se uma introdução grandiosa que se parece a uma celebração póstuma. Já no terceiro andamento, os ritmos de uma dança ternária impõem-se num clima mundano, jocoso, até. É um verdadeiro Scherzo em que, pelo meio, se dispõem dois Trios (as duas secções que se distinguem por terem uma pulsação mais lenta). Por último, um rojo de inventividade, exaltante, do primeiro ao último minuto.



 

Beethoven e a Apoteose da Dança

 

Orquestra Académica Metropolitana
Direção Musical: Jean-Marc Burfin e/ou Alunos do Curso de Direção de Orquestra da ANSO


L. v. Beethoven Sinfonia N.º 7 em Lá Maior, Op. 92

 

Sexta-feira, 9 de novembro de 2018, Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa

 

Sábado, 10 de novembro de 2018, Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal

 

Domingo, 11 de novembro de 2018, Grande Auditório da Culturgest, Lisboa

 

 
      
Béla Bartók em 1927 | Fonte: Wikimedia commons
 
Béla Bartók passou o verão de 1931 numa localidade austríaca próximo do lago Mondsee, onde foi convidado para ensinar num curso de verão frequentado por jovens músicos austríacos e norte-americanos. Imerso na tranquilidade daquelas paisagens, dedicou as horas vagas à orquestração de várias peças suas para piano que coincidiam na apropriação de ritmos e melodias da música tradicional do seu país. As Imagens Húngaras convidam-nos, deste modo, a fazer uma curta viagem por terras magiares.

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Moeda comemorativa da Batalha de Hanau. Na cara, o cumprimento de Alexandre I da Rússia, Frederico Guilherme III da Prússia e Francisco I da Áustria.
 
Contrariando a opinião corrente de que o génio romântico é um sujeito inevitavelmente incompreendido pelos que o rodeiam, a estreia da Sétima Sinfonia de Beethoven, em 1813, foi um assinalável sucesso. Já antes, o compositor alemão havia alcançado a fama e tornara-se num dos compositores mais respeitados da época, em particular no domínio da música instrumental, já que Rossini começava a conquistar os teatros líricos de toda a Europa.

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Piano Broadwood & Sons de 1827 | Fonte: Wikimedia Commons
 
Quando Frédéric Chopin chegou a Paris, em setembro de 1831, já tinha apresentado o Concerto em Mi Menor em Vratislávia, Viena e Munique. Seguiu-se a Salle Pleyel, em fevereiro de 1832, onde a receção foi de tal modo favorável que se abriram as portas dos salões parisienses mais bem frequentados.

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