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A Flauta e o Pintassilgo | Histórias da Formiga Rabiga

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ACADEMIA ALMADENSE – AUDITÓRIO OSVALDO AZINHEIRA


A Flauta e o Pintassilgo | Histórias da Formiga Rabiga

 

ENTRADA LIVRE SUJEITA A LOTAÇÃO DA SALA E MEDIANTE LEVANTAMENTO DE CONVITE NO DIA E LOCAL DO CONCERTO, A PARTIR DAS 15H00

Histórias da Formiga Rabiga

 

Mas quem era a Formiga Rabiga?! Um de nós encontrou-a, certa vez. Era uma formiga muito estranha. Não se parecia com as outras formigas. Para começar, tinha o corpo coberto por uma carapaça que não era preta, como a das suas companheiras, mas castanha, de um tom terroso, que refulgia ao sol em reflexos dourados. Depois, tinha tendência para se distrair das tarefas coletivas, abandonando o formigueiro a que pertencia, e perdendo-se entre as ervas que cresciam dos dois lados do carreiro. Entregava-se aos seus pensamentos e esquecia-se da carga – uma folhinha, um grão de areia, uma semente – e uma vez foram dar com ela a cantarolar. Às vezes, mais parecia uma cigarra ociosa do que uma formiga trabalhadeira. A Formiga Rabiga, essa é que é verdade, gostava mais de ouvir histórias do que de trabalhar. E acompanhava-as com música, que lhe encantava os ouvidos e turvava o entendimento.

 

 

 

Este programa convida-nos a revisitar obras de Antonio Vivaldi e de Johann Sebastian Bach, figuras emblemáticas do barroco musical e génios criativos incomparáveis, mas que coincidem na matriz técnica e expressiva do estilo musical da primeira metade do século XVIII. Os Solistas da Metropolitana irão assim interpretar peças de repertório que se tornaram tremendamente populares nos nossos dias e que se distinguem por apresentarem em primeiro plano um instrumento muito especial. São três concertos em que a flauta de destaca na função de solista. O primeiro é, na verdade, um Concerto para Flautim, esse pequeno instrumento que soa uma oitava acima da flauta transversal e que também conhecemos por Piccolo. É uma partitura de Vivaldi que exige do intérprete grande desenvoltura expressiva, com movimentos compassados e desenhos melódicos aparatosos. Como em praticamente todos os concertos barrocos, são três andamentos que colocam frente a frente solista e orquestra, sempre ancorados na firmeza do baixo contínuo. Na extraordinária beleza do andamento central, impressiona o modo como um instrumento tão pequeno, de aparência tão frágil, consegue transmitir tamanha força emocional. Já no Concerto para Flauta Il gardellino, também da autoria do compositor italiano, sobressaem trilos, passagens rápidas, ornamentadas, notas repetidas, ritmos pontuados que lembram o canto de um pintassilgo em fim de tarde numa paisagem campestre. Por fim, ouvimos o quarto dos seis concertos que Bach dedicou ao Marquês de Brandeburgo em 1720. Desta feita, juntam-se duas flautas à frente das cordas da orquestra.

 

A Flauta e o Pintassilgo | Histórias da Formiga Rabiga

 

Solistas da Metropolitana

 

Sábado, 1 de junho, 16h00, Academia Almadense – Auditório Osvaldo Azinheira

 

A Flauta e o Pintassilgo

 

 

A. Vivaldi Concerto para Flautim, RV 443

A. Vivaldi Concerto para Flauta e Cordas, RV 428, Il gardellino

J. S. Bach Concerto Brandeburguês N.º 4, BWV 1049

 

Nuno InácioJanete Santos flautasAna PereiraDiana TzonkovaJosé TeixeiraAnzhela AkopyanDaniela Radu violinosJoana CiprianoValentin Petrov violasAna Cláudia Serrão violonceloErcole de Conca contrabaixoMarcos Magalhães cravo

 

Susana Henriques narração