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Saramago, Nobel 1998: Memorial

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Saramago, Nobel 1998: Memorial

Num texto publicado no jornal Público em junho de 2010, poucos dias após o desaparecimento do escritor, António Pinho Vargas escreveu que «[…] a minha admiração por José Saramago não tem limites. Na estranha tristeza que me atingiu quando soube da sua morte veio-me à mente que “vivi no tempo de Saramago”. Ou seja, para mim, ele não era apenas ele. Era mais do que ele. Era um tempo.» Não espanta, pois, que neste concerto que celebra a atribuição do Prémio Nobel – já lá vão duas décadas – lhe cumpra o desígnio de esculpir nas sonoridades de uma orquestra sinfónica um «Memorial» evocativo de um universo literário que, de um modo ou de outro, espelha cada um de nós. Complementando esta estreia absoluta, o maestro alemão Jonas Alber e a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretam uma versão adaptada para as cordas da orquestra do Quarteto de Cordas Op. 110 de Dmitri Schostakovich, datado de 1960. Contrasta aqui a mais profunda expressão de agonia com a ironia e a exaltação sarcástica, uma marca distintiva da música do compositor russo. Na partitura original lê-se a seguinte dedicatória: «Às vítimas do fascismo e da guerra».

 

 

Saramago, Nobel 1998: Memorial

Orquestra Metropolitana de Lisboa

 

Sábado, 15 de dezembro, [hora a anunciar], Grande Auditório da Culturgest

 

D. Schostakovich Sinfonia de Câmara, Op. 110a (arr. Rudolf Barshai)

A. Pinho Vargas Memorial (estreia absoluta)

 

Jonas Alber maestro