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Schubert, Hindemith, Liebermann

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MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA


Schubert, Hindemith, Liebermann

Como um livro de contos ou um romance, na Música os sons articulam-se em ritmos e cadências, combinam texturas variadas. Contornam as palavras, porém, com o traço livre dos timbres e das dinâmicas. Transformam frases em melodias, interjeições em acordes, sugerem sentidos e representações que o corpo conhece. As sonatas de tradição clássica têm sido terreno fértil para esse exercício. Mais cedo ou mais tarde atravessam-se no caminho dos grandes compositores. Franz Schubert compôs, sobretudo, sonatas para piano solo, mas também para violino e arpeggione, um instrumento antigo que se assemelha a uma guitarra tocada ao jeito do violoncelo. A Sonata em Lá Menor D 821, de 1824, mistura a mundividência cosmopolita vienense com a evocação das paisagens dos Alpes austríacos. Foi mais tarde adaptada para outros instrumentos, e com particular sucesso na flauta. Também para flauta e piano, o alemão Paul Hindemith assinou, já em 1936, a primeira de uma dezena de sonatas que dedicou à família dos sopros. A pequena marcha que se ouve no último dos três andamentos não esconde uma referência sarcástica às paradas das tropas nazis. O programa completa-se com uma sonata mais recente, composta pelo norte-americano Lowell Liebermann em 1987. Após um primeiro andamento melancólico que cita a despedida de Wotan na ópera A Valquíria de Wagner, coloca à prova o virtuosismo dos intérpretes num final frenético.

 

Schubert, Hindemith, Liebermann

 

Solistas da Metropolitana

 

Sábado, 16 de dezembro, 16h00, Museu Nacional de Arte Antiga

 

 

F. Schubert Sonata em Lá Menor, D 821, Arpeggione (arr. para flauta e piano)

P. Hindemith Sonata para Flauta e Piano

L. Liebermann Sonata para Flauta e Piano, Op. 23

 

Nuno Inácio flautaPaulo Pacheco piano