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Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

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IMPRENSA NACIONAL (BIBLIOTECA) - Rua da Escola Politécnica, 135


Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas, o último dos quais esboçado em 1875, durante um período de férias passado numa pequena vila situada a 100 quilómetros de Frankfurt. Sabe-se que foi uma estadia relaxante, apesar de dedicada ao trabalho. Essa descontração reflete-se na fluência criativa da obra, em contraste com o processo penoso que se estendeu durante mais de vinte anos e conduziu à estreia da sua primeira Sinfonia, no ano seguinte. Apesar da sobriedade e solidez da partitura, o quarteto apresenta um estado de ânimo espirituoso e jovial, o que se deve, em parte, aos dois temas do 1.º andamento, que resultam da apropriação de melodias tradicionais. O mesmo acontece no Finale, com sucessivas variações sobre uma melodia popular. Por sinal, este é um dos aspetos que coincide no Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, onde o segundo e terceiro andamentos fazem uso ostensivo de melodias recolhidas no folclore do nosso país. O músico português havia-se instalado em Berlim em 1882, então com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde buscou uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Ainda assim, a afinidade com o estilo clássico de Brahms reconhece-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.

 

 

 

Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

 

Solistas da Metropolitana

 

Quinta-feira, 24 de maio, 18h30, Imprensa Nacional (Biblioteca)

 

J. Vianna da Motta* Quarteto de Cordas N.º 2

J. Brahms Quarteto de Cordas N.º 3, Op. 67

 

* Efeméride do 150.º aniversário do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948)

 

Alexei TolpygoÁgnes Sárosi violinosIrma Skenderi violaNuno Abreu violoncelo