Clair de lune

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Musicália

Clair de lune


«Clair de lune» de Paul Verlaine, o poema da canção homónima de Gabriel Fauré, composta em 1887.



Clair de lune


BEETHOVEN: AS SINFONIAS PAR

A Temporada Clássica 2015/2016 da Metropolitana oferece-nos uma oportunidade relativamente rara. Poderemos ouvir a integral das Sinfonias Par de Beethoven, onde a comoção profunda e o registo épico dão lugar a estados de espírito mais radiosos.

 




MÁSCARAS E BERGAMASCAS

A Masques et Bergamasques é um espetáculo datado de 1919 que alterna números de dança e teatro acompanhados por música vocal e instrumental de Gabriel Fauré. Quatro dessas peças reúnem-se na suíte orquestral com o mesmo título, o qual é tomado de um verso do poema «Clair de lune», de Paul Verlaine.



  
Melusina era uma mulher muito bela que escondia um segredo. Mendelssohn inspirou-se nela para compôr uma das partituras mais fascinantes da primeira metade do século XIX, a Abertura A Bela Melusina.








 
 

Paul Verlaine © Gustave Courbet


CLAIR DE LUNE

PAUL VERLAINE
 
«Clair de lune» de Paul Verlaine, o poema da canção homónima de Gabriel Fauré, composta em 1887, ouve-se na versão integral do divertimento Masques et Bergamasques, de 1919. Não se inclui na suíte orquestral, mas foi um dos mais importantes motivos de inspiração deste espetáculo em que se alternam números de dança e de teatro.


«Clair de lune», Paul Verlaine, 1869.

Votre âme est un paysage choisi
    (A vossa alma é uma paisagem escolhida)
Que vont charmant masques et bergamasques
    (Na qual vão encantando máscaras e bergamascas)
Jouant du luth et dansant et quasi
    (Tocando alaúde e dançando e quase)
Tristes sous leurs déguisements fantasques.
    (Tristes nos seus disfarces extravagantes.)

Tout en chantant sur le mode mineur
    (Enquanto cantavam em modo menor)
L’amour vainqueur et la vie opportune,
    (O amor vitorioso e a vida oportuna)
Ils n’ont pas l’air de croire à leur bonheur
    (Não têm ar de acreditar na sua felicidade)
Et leur chanson se mêle au clair de lune,
    (E a sua canção mistura-se com o luar,)

Au calme clair de lune triste et beau,
    (No calmo luar triste e belo,)
Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres
    (Que faz sonhar as aves sobre as árvores)
Et sangloter d’extase les jets d’eau,
    (E soluçar de êxtase os repuxos de água,)
Les grands jets d’eau sveltes parmi les marbres.
    (Os grandes repuxos de água esbeltos entre os mármores.)
 

Gabriel Fauré (1845-1924) Masques et Bergamasques, suíte para orquestra,Op.112
Orquestra Académica Metropolitana | Temporada OAM
17 de outubro de 2015, 21h00, Junta de Freguesia de Alcântara

 
     
 
      

Antoine Watteau "L'escarpolette"
 

L'ESCARPOLETTE

A pintura de Antoine Watteau «L’escarpolette» (trad. «O baloiço»), datada de cerca de 1712, inspirou os cenários da produção original do divertimento Masques et Bergamasques, estreado em abril de 1919 no Teatro de Monte Carlo, no Principado do Mónaco.


 

SAMUEL BARBER:
UM CONCERTO COM HISTÓRIA(S) PARA CONTAR

A composição do Concerto para Violino de Samuel Barber foi interrompida por um dos episódios mais marcantes da História do Século XX: a invasão da Polónia pelos Alemães, que despoletou a 2.ª Grande Guerra Mundial. O mundo inteiro mudou de rumo. A música de Barber também.

 




Alegoria da Música | Autor desconhecido / Fonte: Wikimedia Commons


AS SUITES ORQUESTRAIS

A palavra francesa «Suite» significa «Sequência» e, tratando-se de música, designa, precisamente, uma sequência de peças instrumentais relativamente curtas e reunidas num todo coerente.