Artistas Associados

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Artistas Associados


Temporada 2019 / 2020

Artistas Associados 2019 / 2020



João Queiroz


JOÃO QUEIROZ

 

João Queiroz (Lisboa, 1957) vive e trabalha em Lisboa. Expondo individualmente desde 1986, uma selecção das suas exposições individuais inclui Pintura, Galeria Vera Cortês ( Lisboa, 2017); Encáusticas, Appleton Square (Lisboa, 2015); Stanca Luce, Fundação Carmona e Costa (Lisboa, 2015); ahnungslos, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (2014);  A noiva Dourada, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2013); Afinal era uma borboleta (Pavilhão Branco, Museu da Cidade, Lisboa, 2012), A curva do rio (Uma certa falta de coerência, Porto, 2011), Silvæ (Culturgest, Lisboa, 2010), Galeria Quadrado Azul (Porto, 2009), Obras sobre papel (Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 2009), Chiado 8 Arte Contemporânea (Lisboa, 2007), Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2006), Artadentro (Faro, 2004), Le besoin du noble (modo menor, silvæ) (Lisboa 20 Arte Contemporânea, 2003), Liber Studiorum (Sala Jorge Vieira, Lisboa, 2001), Articulação e Pele, Porta 33 (Funchal, 2000) e O ecrã no peito, Atelier-Museu Municipal António Duarte (Caldas da Rainha, 1999).

 

João Queiroz foi o vencedor do Prémio AICA 2011 e do prémio EDP de desenho em 2000. 

 

Luca Francesconi

LUCA FRANCESCONI

 

Luca Francesconi estudou Composição com Azio Corghi, Karlheinz Stockhausen e Luciano Berio, e Jazz no Boston Berklee College of Music. Foi ainda assistente de Luciano Berio entre 1981 e 1984. Em 1990 fundou a AGON (Agon Acustica Informatica Musica) em Milão, um centro de pesquisa musical dedicado à produção e às novas tecnologias. É autor de mais de uma centena de obras para agrupamento diversos, que se estendem desde o solo à grande orquestra com multimédia, tendo recebido encomendas das mais prestigiadas instituições internacionais. Entre as mais recentes, destacam-se as seguintes: o concerto para violino e orquestra Duende – The Dark Notes, estreado por Leila Josefowicz, violinista premiada pela Royal Philharmonic Society Award no festival The BBC Proms, ao lado da maestrina Susanna Mälkki; o Concerto para Piano, encomenda da Casa da Música (Porto) estreada por Nicolas Hodges e pelo maestro Jonathan Stockhammer; Dentro non ha tempo, uma encomenda da Orquestra do La Scala e tributo a Luciana Abbado Pestalozza, dirigida por Esa-Pekka Salonen; Macchine in Echo, concerto para dois piano e orquestra encomendado pela Westdeutsche Rundfunk Köln, estreado pelo duo Grau-Schumaker e pelo maestro Peter Rundel; das Ding singt, concerto para violoncelo e orquestra encomendado pelo Festival de Lucerna, estreado por Jay Campbell e pelo maestro Matthias Pintcher; a ópera Trompe-La-Mort, com libreto do compositor baseado em Honoré de Balzac, encomenda da Ópera da Bastilha estreada em Paris, em março de 2017; Daedalus, para flauta e ensemble, escrita para o Boulez Ensemble e para Emmanuel Pahud, estreada em janeiro de 2018 na Pierre Boulez Saal (Berlim), sob a direção de Daniel Baremboim, quem também encomendou a obra.

               

A ópera Quartett (com libreto do compositor, baseado em Heiner Müller) encomendada pelo La Scala em 2011, com direção cénica do grupo La Fura del Baus (distinguida com o Prémio da Crítica Franco Abbiati 2011), foi apresentada mais de oitenta vezes por todo o mundo, com sete produções diferentes. Uma nova produção de Quartett estreou em abril de 2019 e, exemplo raro no panorama da ópera contemporânea, irá regressar à cena do La Scala em outubro. Encontra-se, atualmente, a trabalhar em Timão de Atenas, uma nova ópera para a Ópera do Estado Bávaro em Munique, agendada para 2020 com a direção de Kent Nagano. Trabalha simultaneamente num novo concerto para violino, para Patricia Kopatschinskaia.

               

Também maestro, Luca Francesconi ensina há 35 anos em conservatórios italianos e em masterclasses por todo o mundo. É professor e diretor do Departamento de Composição da Musikhögskolan de Malmö, na Suécia. Na sequência de ter abandonado a direção do AGON em 2004, fundou nesse mesmo ano o Festival Connect em Malmö. Em 2005 fundou o «Musical Invention Lab» na Settimane Musicali di Stresa com o ensemble norueguês BIT 20 em residência. Entre 2008 e 2011, foi Diretor Artístico da Biennale Musica de Veneza, onde concebeu quatro festivais. Durante esta importante experiência encomendou várias obras musicais (com o Leão de Ouro atribuído a Lachenmann, Kurtág, Eötvös e Rihm) com o envolvimento das forças criativas da cidade de Veneza. A ideia principal foi experimentar novos formatos em eventos polissensoriais de «geometria variável»,  denominada EXIT, a qual permite transformar profundamente a perceção da música contemporânea, com relações cruzadas de diferentes disciplinas artística e com instalações de configurações abertas no tempo e no espaço. Em 2011 foi nomeado Consultor Artístico do Festival Ultima de Oslo. Em 2010 venceu o Prémio Feltrinelli atribuído pela Accademia dei Lincei em Rome e o Prix Italiques.

 

 

António Rosado

 

ANTÓNIO ROSADO

 

Dele disse a revista francesa Diapason que é um "intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto."

António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como George Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. Esta versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou paráfrases de Liszt, sendo o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. No registo dos recitais pode incluir-se também a interpretação da integral das Sonatas de Mozart e Beethoven.

Atuou em palco, pela primeira vez, aos quatro anos de idade. Os estudos musicais iniciados com o pai tiveram continuidade no Conservatório Nacional de Música de Lisboa onde terminou o curso Superior de Piano, com vinte valores. Aos dezasseis anos parte para Paris, e aí vem a ser discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália).

Em 1980, estreou-se em concerto com a Orchestre National de Toulouse, sob a direção de Michel Plasson e desde essa data tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como: Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman.

Também na música de câmara tem atuado com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima, com o qual apresentou a integral da obra de Beethoven para violoncelo e piano. Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Estes prémios constituem o reconhecimento internacional do seu virtuosismo e o impulso para uma brilhante carreira, com a realização de recitais e concertos por todo o Mundo, e a participação em diversos festivais. Na década de 90, foi o pianista escolhido pela TF1 para a gravação e transmissão de três programas - música espanhola e portuguesa, Liszt e, por fim, um recital preenchido com Beethoven, Prokofiev, Wagner e Liszt. Desde a década de 80, participou inúmeras vezes no Festival de Macau, nomeadamente com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Nacional da China - no concerto inaugural do Centro Cultural de Macau - Orquestra de Xangai, Orquestra de Câmara de Macau e ainda com o clarinetista António Saiote.

O seu primeiro disco gravado na década de 80, em Paris, é dedicado a Enescu. Outros discos se seguiram, nomeadamente, as obras para piano de Vianna da Motta; um CD comemorativo dos 150 anos da passagem de Liszt por Lisboa; a Fantasia de Schumann e a Sonata de Liszt. Com o violinista Gerardo Ribeiro gravou as Sonatas para piano e violino de Brahms e com o pianista Artur Pizarro, um disco intitulado Mozart in Norway. Com a NDR Sinfonieorchestra de Hamburgo, gravou o Concerto n.º 2 e Rapsódia sobre um tema de Paganini de Rachmaninov. Em Portugal gravou os dois Concertos de Brahms com a Orquestra Nacional do Porto, em 2004 a integral das Sonatas para piano de Fernando Lopes Graça e em 2006 as oito suites “In Memoriam Bela Bartók” do mesmo compositor. Mais recentemente os Prelúdios de Armando José Fernandes e Luís de Freitas Branco e, em 2012, a integral das Músicas Festivas de Fernando Lopes Graça. Em 2016, lançou um disco com a Integral dos Prelúdios de Debussy (Calanda Music) e em 2017, com o apoio da Fundação GDA, lançou um disco de autor dedicado às Sonatas para violoncelo e piano de César Franck e Luís  de Freitas Branco, com o violoncelista Filipe Quaresma.

António Rosado detém o prestigiado grau de Chevalier des Arts et des Lettres, distinção concedida pelo Governo Francês em 2007.