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Orquestra Metropolitana de Lisboa | Historial

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Cesário Costa direção artística

 
A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) estreou-se no dia 10 de Junho de 1992. Desde então, os seus músicos asseguram uma intensa atividade na qual a qualidade e a versatilidade têm presença constante, permitindo abordar géneros tão diversos como a Música Clássica, a Música de Câmara, o Jazz, o Fado, a Ópera, a Música Barroca ou Contemporânea, sempre com programações apelativas, proporcionando a criação de novos públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto da Metropolitana. Esta entidade tutela a orquestra e tem como singularidade o inter-relacionamento das práticas artística e pedagógica, beneficiando da convivência quotidiana de músicos profissionais com os alunos das suas três escolas – a Academia Superior de Orquestra, o Conservatório e a Escola Profissional. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Orquestra Académica Metropolitana juntam-se à OML, cuja constituição regular integra músicos formados na Academia. Toma assim relevo a importância que é reconhecida a esta escola e ao projeto global em que se integra. Este desígnio, que distingue a identidade da OML por ser exemplo único no panorama musical internacional, complementa-se com a participação cívica, que se traduz na apresentação frequente em concertos de solidariedade e eventos públicos relevantes. Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular junto de várias autarquias da região centro e sul, para além de promover iniciativas de descentralização cultural por todo o país.

Desde o seu início, a OML é referência incontornável do panorama orquestral nacional. Além-fronteiras, e somente um ano após a sua criação, apresentou-se em Estrasburgo e Bruxelas. Deslocou-se depois a Itália, Índia, Coreia do Sul, Macau, Tailândia e Áustria. Em 2009 tocou em Cabo-Verde, numa ocasião histórica em que, pela primeira vez, se fez ouvir uma orquestra clássica no arquipélago. No final de 2009 e início de 2010, efetuou uma digressão pela China. Mais recentemente, a ocasião do vigésimo aniversário da Metropolitana fez regressar a orquestra à capital belga. Tem gravados onze CDs – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics.

Ao longo destas duas décadas, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação nos planos nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Arild Remmereit, Nicholas Kraemer, Lucas Paff, Victor Yampolsky, Joana Carneiro e Brian Schembri ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Menezes, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel, Thomas Walker e Mark Padmore, entre outros. Em sucessivos períodos, a direção artística esteve confiada aos maestros Miguel Graça Moura, Jean-Marc Burfin, Álvaro Cassuto e Augustin Dumay, sendo desde a temporada de 2009/2010 da responsabilidade de Cesário Costa.


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