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Orquestra Académica Metropolitana
A OAM estreou-se em 1993, na sequência da criação da Academia Nacional Superior de Orquestra – uma instituição única no país, destinada a formar músicos profissionais nas áreas de Instrumento e Direcção de Orquestra. O ensino aí ministrado baseia-se num acompanhamento individual especializado, na prática de música de câmara e numa componente teórica complementar, sendo a orquestra o eixo central da formação destes jovens músicos.
Entre 1994 e 2000 a ANSO foi orientada pedagogicamente pelo Professor João Pinheiro, a quem se deve parte do sucesso e reconhecimento que a escola tem hoje em dia. Desde o seu início a OAM é orientada por Jean-Marc Burfin que é, simultaneamente, o seu maestro titular e director artístico. Constituída inicialmente por menos de trinta elementos, a OAM é hoje uma formação sinfónica com cerca de 100 músicos. Com uma temporada que se estende ao longo de cada ano lectivo, a OAM mantém uma actividade regular de ensaios e concertos, apresentando-se não só na área metropolitana de Lisboa como também noutras localidades do país. Já com largas centenas de concertos realizados, abarcando um reportório que vai do Barroco à música do século XX, a OAM tem executado obras de compositores tão representativos como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Brahms, Schubert, Mendelssohn, Mahler, Ravel, Debussy, Milhaud, Bartók, Hindemith, Stravinski e Varèse, entre outros.
Para além do seu maestro titular, a OAM é habitualmente dirigida pelos alunos do Curso Superior de Direcção de Orquestra. Muitos dos concertos contam com a presença de maestros convidados, tais como Jean-Sébastien Béreau, Pascal Rophé, Robert Delcroix e Brian Schembri. A OAM possibilita que os alunos da Academia se apresentem com regularidade a solo com orquestra. Já teve, porém, o privilégio de tocar com vários solistas de renome como António Rosado, Gerardo Ribeiro, Paulo Gaio Lima, Liliane Bizineche, Francine Romain, Miguel Borges Coelho, Artur Pizarro, François Leleux e, num concerto humorístico, o quarteto italiano Banda Osíris.
Em Setembro de 2001 a OAM participou no Porto 2001 Capital da Cultura num encontro internacional de orquestras de jovens onde tocou o War Requiem de Britten. Já em Maio de 2002 e 2004 participou na Festa da Música, no CCB, executando obras de Mozart, Vivaldi e Mendelssohn. Apresentou-se ainda, em Setembro de 2002, em São Miguel, Açores e, em Julho de 2004, no Festival MusicAtlântico nas ilhas de S. Miguel e Terceira. Já em 2007 integrou a programação dos Dias da Música, no CCB, esteve presente no VII Ciclo Internacional de Orquestras Universitárias, em Saragoça, e subiu ao palco do Theâtre de la Monnaie, em Bruxelas. Na temporada passada, fez onze concertos, tendo apresentado entre outras obras a Criação de Haydn, com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, no âmbito do Festival de Música de Alcobaça e também em Caldas da Rainha e Basílica de Mafra.